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Não vou torcer pelo Brasil

dario teixeira cotrim 2Dário Teixeira Cotrim
(da Academia Montesclarense de Letras)

Não vou torcer pela Seleção Canarinho nesta Copa do Mundo, mas, certamente, estarei torcendo pelo Brasil para que seja campeão na Educação, na Saúde, no Transporte e em todos os setores do desenvolvimento nacional. Não vou torcer por Neymar e nem por todos os demais jogadores do escrete de Fellipão. Aliás, o Fellipão é hoje um desafeto do Banco do Brasil em virtude de sua infeliz declaração sobre o treinamento de seus jogadores que “se não tiver pressão, vai trabalhar no Banco do Brasil, senta no escritório e não faz nada”, como se os funcionários dessa instituição fossem incompetentes, incapazes e preguiçosos. O Neymar, por sua vez, é um boneco propaganda da Rede Globo de Televisão, não obstante a sua genialidade com a pelota, ainda é preciso ser lapidado no seu comportamento social e humano. Um adolescente rebelde e irresponsável com o destino de sua terra. Um mercenário convicto de suas atitudes.

Essa Copa do Mundo é uma grande farsa. Nada até agora funcionou a contento. Os investimentos para a construções das arenas foram superfaturados e não se sabe para onde o dinheiro foi enviado. O PT tem esperança na Copa para ganhar a eleição de outubro. Por isso, o futebol brasileiro deixou de ser entretenimento do povo e passou para ser uma barganha dos maus políticos. A corrupção dentro do futebol não tem limites. Pelé, Xuxa, Ronaldinho fazem papel ridículo numa campanha política imunda em busca de simpatizantes para a presidente Dillma. Uma pouca vergonha dos meus ídolos do passado!

Eu não quero o meu Brasil campeão de futebol, mas um país justo e ordeiro: condenando os transgressores da lei ao modo do ilustre ministro Joaquim Barbosa, que mandou prender os meliantes petistas José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares. O Brasil precisa de exemplos – disse a Revista Veja – e veja “o legado do ministro Joaquim Barbosa [que] transcende a prisão de um bando de corruptos poderosos. Ele mostrou que é possível fazer a coisa certa sem precisar transigir ou flertar com o que existe de errado”. O discurso “Fora Dillma” já circula em todo território brasileiro.

Não desejo manifestações ao estilo dos black Bloc. A manifestação é livre e está contida na Constituição da República Federativa do Brasil. È um direito do povo, uma garantia das classes e um dever da população para sinalizar para os governos dos abusos cometidos, principalmente contra a classe trabalhadora. É tristeza em demasia notar que somente os bandidos são assistidos pelo governo federal e pela Comissão dos Direitos Humanos. Uma inversão de valores sem precedentes na história do Brasil. Aliás, é este o triste e nefasto legado do PT para as novas gerações. Outra pouca vergonha!

Portanto, não vou torcer pelo Brasil durante a Copa do Mundo. Se possível hastearei um “pano preto” em frente à minha casa como forma de protesto contra toda essa corrupção que assola a instabilidade política e econômica da nação brasileira. O ministro Ricardo Lewandowski – que substituirá Joaquim Barbosa no STF – deve acatar o pedido de Dillma e Lulla, assinando o alvará de soltura dos condenados no processo do mensalão. Mas, o Brasil não será mais campeão!

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