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Nilo Coelho: liderança no sangue

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Por: JOÃO MARTINS

Herdeiro consanguínio de uma das oligarquias políticas mais longevas do Nordeste brasileiro – Coelho e Albuquerque – governador-geral e dono da capitania de Pernambuco nos tempos Imperiais do Brasil Colônia do Século 16, Nilo Augusto de Moraes Coelho é baiano de Guanambi, terra onde tem dedicado a maior parte dos seus 73 anos de vida à causa da gente sertaneja. Filho do pernambucano (de Petrolina), advogado, promotor público e deputado da Bahia, Gercino Coelho (morto em acidente aéreo quando em campanha política junto a Lauro Farani Pedreira de Freitas, em 1950) e da baiana conquistense Eunice Morais Coelho, ele confessa sua idolatria política exatamente pelo seu tio NILO COELHO (cinco vezes deputado (uma estadual e 4 vezes federal) por Pernambuco, governador e, por último, senador da República e presidente do Congresso Nacional.

Nilo Coelho tem sido um referencial para este sertão baiano por sua desenvoltura empresarial e política, bem como de pecuarista – um dos maiores do Brasil. Dono de quase uma centena de fazendas espalhadas principalmente pelas regiões, Sul, Sudoeste e Oeste da Bahia, Nilo Coelho é empresário destacado também do setor de revenda automobilística e como produtor de múltiplas culturas agrícolas. Nas décadas de 1970/1980 ele foi um dos grandes incentivadores da cultura algodoeira no Vale do Iuiú e na vasta região da Serra Geral do Estado, o que muito contribuiu para elevar Guanambi no cenário nacional como “capital do algodão”.

VIDA POLÍTICA PREGRESSA

Resgatando o reduto eleitoral que nos anos 1940 foi do seu pai, Nilo foi eleito prefeito de Guanambi, em 1983, para o primeiro de três mandatos que cumpriu na sua cidade mater.

Já na sua primeira gestão, ele disponta como grande legislador e faz de Guanambi uma cidade conhecida no cenário político e econômico da Bahia e do Brasil, atraindo investimentos de toda sorte e olhares políticos de diferentes esferas de governo, como jamais fizeram outros gestores.

Mas Guanambi já lhe parecia pequena para o seu universo de ambições. Em 11 de maio de 1986 ele interrompe seu mandato de prefeito para concorrer ao cargo de vice-governador da Bahia na chapa capitaneada por Waldir Pires, grande expressão da política nacional, ex-ministro da Previdência Social.

Nilo deixa o seu PDS e se filia no PMDB para se unir a Waldir e ganhar as eleições. A chapa Waldir-Nilo vence com uma maioria esmagadora do eleitorado baiano (quase um milhão e meio de votos sobre o candidato carlista,Josaphat Marinho), que representou a maior derrota do carlismo na Bahia.

Waldir Pires toma posse a 15 de março de 1987 e nomeia o vice-governador para secretário de Minas e Energia. Dois anos depois, Nilo assume o governo (15 de maio de 1989 a 15 de março de 1991) após a renúncia de Waldir, que saiu para disputar a vice-presidência da República na chapa de Ulyssis Guimarães (coligação foi derrotada).

Em 1974 Nilo concorre ao governo da Bahia, sem sucesso, perdendo para o rival ACM. Em 1998 é eleito deputado federal pelo PSDB. Por este partido, elege-se novamente prefeito de Guanambi em 2004. Em 2006 desfilia-se do PSDB e ingressa no PP .

Em 2008 ele volta a disputar a Prefeitura de sua terra natal e é reeleito com 61,54% dos votos. Ele permanece no cargo até 2010, quando renuncia e entrega a prefeitura a Charles Fernandes para se engajar na campanha de José Serra, a presidência da República em 2012, e em 2014 para ajudar Aécio Neves, também à presidência.

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