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Editorial: No acender das Luzes…

joao martins editorMinha mensagem deste crepúsculo é de otimismo, por isso prefiro acreditar “no acender das Luzes”. Rogo ao Criador de tudo e de todos para que mais nada de catastrófico e deprimente venha nos acontecer nesses poucos dias de 2016 que ainda teremos que viver. Nosso povo, que sempre comungou um espírito de benevolência nas horas mais amargas, soube solidariamente e bondosamente, mais uma vez, dividir a dor com o seu próximo nesses dias de angústia, fosse vizinho de corpo ou espiritual, estendendo a mão em um afago de acalento.

Neste ano que se finda, amargamos momentos de dúvidas, inquietação e até mesmo desesperança quanto aos destinos desta nossa pátria tão dividida e remendada. E para completar, tivemos que debruçar sobre corpos encaixotados por uma tragédia sem precedente na nossa história contemporânea, que fez nossos irmãos do sul enxugarem suas lágrimas embrulhadas numa só bandeira verde e preta.

Nas ruas do meu Brasil, minha mente ainda não havia registrado tanta inquietação popular, nem mesmo nos tempos do apelidado “Regime de Exceção” dos anos de 1960, que também presenciei. Os clamores deste ano ecoaram em direções opostas, mas todos por indignação, fosse por um ou outro propósito. Ruas e praças das principais metrópoles brasileiras ficaram estreitas para tantos protestantes. Desta feita com propósitos bem diferentes daqueles dos anos 60, quando centenas de milhares de jovens e sessentões, trabalhadores ou estudantes, estenderam mãos e deram “ouro para o bem do Brasil”. Tal gesto certamente hoje não se repetiria, pois não mais os brasileiros estão dispostos a darem nem mais um tostão a famigerados e desonestos administradores públicos.

Mas feridos a sua alma e dignidade, nossa gente respira aliviada em favor dos “caras pintadas de bandeira verde e amarelo”: os Andradas venceram.

Verdadeiramente me sinto mais otimista com esta Pátria “prometida”, onde o “Auriverde pendão de minha terra, Que a brisa do Brasil beija e balança…” ressuscita a memória do nosso poeta maior para nos encher de esperança de dias melhores, de menos enfermos angustiando nas filas nos hospitais, de menos corpos estirados ao chão das ruas, menos pais e filhos morrendo sem razão, de crianças de rua lendo em voz alta o que escreveram.

Vamos sonhar o sonho dos justos, porque nossa fé é inabalável e nossa vontade é gigantesca.

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