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Na frente da escola, uma tragédia iminente

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No bairro São Francisco, em Guanambi, ao lado da Unidade Hospitalar de Pronto Atendimento (UPA), da Central de Emergência do SAMU 192, de uma Unidade Básica de Saúde, e ainda, na mesma rua, um salão funerário, funciona uma das maiores escolas de Ensino Fundamental de Guanambi, a Rômulo Almeida, onde cerca de 500 crianças e adolescentes, de diferentes faixas de idade, vindas da zona rural, se aglomeram em dois turnos letivos: matutino e vespertino.

Criado em 2005 para aglutinar estudantes do interior do município, atendendo ao projeto da chamada “Nucleação Escolar”, o Rômulo Almeida foi criado às pressas e, decorridos 11 anos, tudo ainda parece improvisado. Os estudantes, removidos de diferentes localidades rurais – algumas distantes mais de 30 quilômetros – viajam em ônibus velhos e nem sempre em condições de trafegabilidade.

Essas crianças são retiradas dos seus lares antes das cinco horas da manhã para dar tempo de chegar à escola às 7h00, e ao retornarem chegam de volta aos seus berços uma a duas horas depois, a depender das condições das estradas vicinais. Essa saga se repete com os estudantes do vespertino, expondo essas crianças e adolescentes a riscos iminentes de acidentes e de comprometimento de suas condições de saúde.

Mas não bastasse esses inúmeros percalços, esses jovens são expostos a outro imimente risco de tragédia. Os riscos são observados todos os dias, nos horários de entrada e saída das aulas, principalmente. Ocorre que tais estudantes são “despejados” na rua em frente à escola, quando deveriam os ônibus adentrarem ao pátio da escola (que tem área para abrigar muitos ônibus e tem entrada para tais veículos), evitando um acidente. Mas não há quem enxergue e nem quem fiscalize tais absurdos. Os ônibus – às vezes 8, às vezes 10 unidades – ficam estacionados durante todo o horário das aulas na estreita rua da Integração (única que dá acesso à UPA), ao lado da Escola, justamente por onde, dia e noite, trafegam as ambulâncias transportando pessoas em risco de morte e que, em muitas vezes, os socorristas têm dificuldade ao cesso à unidade hospitalar.

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Há um ano (dez/2015) foi inaugurada a UPA de Guanambi, cuja unidade atende a centenas de emergências todos os dias. A movimentação no bairro (próximo ainda ao Hospital Regional (HRG) e ao Hospital do Rim), especialmente na rua da Integração, é muito grande, mas a falta de querência e fiscalização do tráfego nas imediações chega a ser desrespeitosa, para não dizer criminosa. A direção da escola, por sua vez, nada faz para prevenir uma iminente catástrofe envolvendo as centenas de crianças que ficam ali expostas, que correm displicentemente pela rua e entre os carros sem observar o perigo. Em muitas oportunidades, elas se enfrentam em brigas horrendas por questões menores, típicas de adolescentes, aumentando ainda mais os riscos de acidentes. Em algumas ocasiões a vizinhança teve que acionar o Conselho Tutelar e o Ministério Público para coibir os desmandos e até fiscalizar a infiltração de traficantes de drogas nas imediações da Escola. O que já ocorreu com freqüência.

A Secretaria Municipal de Educação do município tem sido alertada para essas questões, bem como o seu setor de fiscalização de transporte escolar, mas nenhuma ação efetiva tem sido tomada para corrigir tais abusos. Os ônibus ocupam as ruas como se fosse estacionamento privativo e seus motoristas permanecem inertes o dia inteiro e incapazes de observar tais abusos. Quando acontecer uma tragédia vão dizer que foi fatalidade e vai ficar por isso mesmo: os responsáveis impunes.

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