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Bienal de Arte Digital prorroga inscrições até 1° de outubro

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Convite à oração – Tuomas Korpi (Arte digital – Coolvibe)

 

O prazo de inscrições para a primeira Bienal de Arte Digital, que será realizada em 2018 pelo Festival de Arte Digital (FAD), foi ampliado até 1º de outubro. Serão selecionados trabalhos culturais e artísticos que contemplem o tema “Linguagens híbridas”. Os escolhidos irão integrar a programação da Bienal nas cidades do Rio de Janeiro, entre 5 de fevereiro e 18 de março, no Oi Futuro Flamengo, e Belo Horizonte, de 26 de março a 29 de abril, no Conjunto Moderno Da Pampulha – Museu de Arte da Pampulha (MAP), Casa do Baile e Casa Kubitschek; na Casa Fiat de Cultura e no espaço Atmosphera.

Os trabalhos inscritos devem refletir e trazer para debate a experimentação de novas linguagens artísticas com o uso de novas ferramentas e tecnologias. Podem se inscrever profissionais e estudantes de qualquer idade e de diversas áreas, intelectuais brasileiros e internacionais, artistas, criadores, produtores ou coletivos artísticos. No caso de menores de 18 anos que forem selecionados será preciso autorização dos responsáveis.

O objetivo do processo seletivo é democratizar e ampliar o acesso à produção digital e à difusão da cultura digital, além de estabelecer relações com novos produtores e artistas nacionais e internacionais. São aceitos trabalhos de cunho artístico e cultural, para uso em exposições e performances – shows, apresentações, intervenções e outros; e de pesquisa, inovação e desenvolvimento, para uso em simpósios, palestras, painéis e oficinas.

A inscrição é gratuita e deverá ser feita exclusivamente pelo site da bienal do FAD. O edital do processo seletivo está disponível em (https://www.bienalartedigital.com/). O resultado será divulgado em até 45 dias após o encerramento das inscrições, via site e redes sociais da Bienal.

SOBRE O TEMA

As configurações atuais da Arte Tecnológica têm se fundido com a vida contemporânea, num processo viral de trocas incessantes entre o mundo real e o simulado. Criam-se trabalhos híbridos, nos quais o digital e o analógico, o natural e o artificial, o real e o virtual, se atravessam. A tecnologia passou a ser vista como um fator constitutivo da vida humana  e com a biotecnologia, a própria vida. As pesquisas científicas são reapropriadas e se transformam em linguagens artísticas, através do uso da interatividade, virtualidade, sistemas híbridos e imersão.

​​Nesta edição especial do FAD, denominada Bienal de Arte Digital, o objetivo será exibir trabalhos e conceitos através dos quais as transformações, ao longo do tempo, dos processos digitais na vida, na criatividade e na sociedade através da arte e da comunicação, criam experiências por meio das hibridações imersivas aos visitantes.

SOBRE O FAD

O Festival de Arte Digital (FAD) é um projeto sobre a exploração inventiva de novas tecnologias no campo da arte e da comunicação. Um dos eixos do projeto é a exibição de instalações de performances e apresentações diversas privilegiando a arte digital (produzida por máquinas, softwares e programação). A formação de jovens criadores é outro objetivo do FAD, com o trabalho de mediação, oficinas do programa educativo nas exposições, além de palestras ministradas por artistas, profissionais de mercado acadêmicos e demais envolvidos nos campos de ciência e tecnologia sendo com nomes regionais, nacionais e internacionais.

Desde 2007, o Festival de Arte Digital espalhou os temas da Arte através de Novas Tecnologias em quatro pilares de ação em Belo Horizonte e Rio de Janeiro/ Brasil. Oficinas, palestras, apresentações e exposições de arte. Neste período foram cerca de 20 mil pessoas, e intercâmbio com muitos profissionais pelo mundo, publicações, pesquisas e prêmios nacionais.

A primeira Bienal de Arte Digital do FAD é uma oportunidade para todos os profissionais, artistas e pensadores que atuam com tecnologia. O objetivo será exibir trabalhos e conceitos nos quais as transformações ao longo do tempo dos processos digitais na vida, na criatividade e na sociedade através da arte e da comunicação, criem experiências por meio das hibridações.

PATROCÍNIO – patrocinado pela Oi Futuro, Cemig, AccorHotels e Mastermaq Software – o projeto tem incentivo através de renúncia fiscal: Lei Rouanet, Ministério da Cultura, Governo Federal, Pronac 151805. Lei Estadual de incentivo à Cultura do Estado de Minas Gerais, CA 0769/001/2016, e Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, CA 368/2015.

AGENDA

Bienal de Arte Digital do Festival de Artes Digital (FAD)

Rio de Janeiro – de 5 fevereiro a 18 de março, no Oi Futuro Flamengo

Belo Horizonte – de 26 de março a 29 de abril, no Conjunto Moderno Da Pampulha (Museu De Arte Da Pampulha, Casa Do Baile e Casa Kubitschek), na Casa Fiat de Cultura e no espaço Atmosphera.

Inscrições:

De 14/08/2017 a 17/09/2017
Inscrições somente por formulário digital disponível no endereço eletrônico –www.bienalartedigital.com

 

“A inteligência Artificial nos Games em jogos eletrônicos

Sobre esse tema, especificamente, escreveu a Professora Me. Tatiana Dantas de Oliveira, diretora no Curso de Artes Visuais da PUC Campinas, publicado no Jornal da PUC-CAMPINAS, Edição 176 – agosto 2017, e seguinte artigo:

Crédito: Álvaro Jr

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Tatiana Dantas: “O desenvolvedor de jogos tem que pensar no jogador e a sua experiência no jogo”

“A preocupação em aproximar as narrativas dos jogos digitais à realidade aparece claramente em alguns jogos como The Sims, um simulador do cotidiano de nossas vidas, em que cada jogador vive sua narrativa com similaridades, sonhos e ideais que gostaria de fazer em sua vida real.

Jesse Schell, em A arte de Game Design, expõe que temos que ter em mente que o jogo não é a experiência, mas sim possibilita a experiência.  Diante desta afirmação, compreendemos que o desenvolvedor de jogos eletrônicos deve, enquanto pensa o jogo, estar preocupado com o jogador, ou seja, com as experiências que ele vivenciará diante do universo que encontrará no jogo, com o “parecer existir”.

O sonho do desenvolvedor que pensa produtos interativos é poder criar experiências diretas para as pessoas, que não dependam de mídias subjacentes. Seria ótimo se a cada jogo com narrativas a serem vivenciadas nós, enquanto jogadores, pudéssemos escolher a narrativa que imaginamos para vivenciar. Esse é o sonho da “realidade artificial”. Criar experiências que de forma alguma sejam limitadas ou restritas por imposições do meio que proporciona experiências.

Hoje, vários jogos tentam alcançar esse nível de experiência, evidenciados por gráficos cada dia mais próximos da realidade em jogos FPS (First Person Shooter), como Medal of Honor, Crysis, Killzone, Battlefield, Call of Duty. Estes jogos geralmente utilizam as máquinas de estado finitas (FSM, ou Finite State Machine), uma técnica de inteligência artificial mais comum em jogos de tiro, que consiste na configuração do personagem por uma série de regras de transição que alteram seu estado inicial, como por exemplo, se ele viu o oponente e se vale a pena ir atrás dele.

Os jogos se diferenciam em suas estruturas e, para cada um, o desenvolvedor deve pensar na IA (Inteligência Artificial) que deverá ser implementada.  Além dos jogos em primeira pessoa, temos os jogos de estratégia que utilizam sistemas baseados em regras, cujos métodos utilizados, em geral, são simplesmente máquinas de estado aliadas a sistemas baseados em regras parametrizáveis, de forma a permitir o ajuste da dificuldade e “jogabilidade”.

Em jogos de corrida é interessante a aplicação de algoritmos genéticos, que permitem a criação, a evolução de vários modelos de carros e o encontro de adversários.  A inteligência artificial nesse último é menor, porém os jogos de corrida são atrativos para os jogadores por propiciar a experiência de competição.”

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