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Dezembro Laranja: especialistas alertam sobre os fatores de risco do câncer de pele

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É o câncer mais frequente no Brasil e corresponde a 30% de todos os tumores

Promovido pela da Sociedade Brasileira de Dermatologia – SBD, inicia-se em dezembro a Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele – “Dezembro Laranja”- que esse ano vem com o tema “Se exponha mas não se queime”. Comprovadamente o tipo de câncer mais incidente no Brasil (corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados no país, segundo dados do INCA – Instituto Nacional de Câncer), o câncer de pele ganha campanha de conscientização que busca disseminar à população o valor dos cuidados com a pele e do uso do protetor solar, os riscos da doença e a importância do diagnóstico precoce para evitar mutilações ou danos maiores.

Para o Ministério do Trabalho, a campanha deste ano tem foco, principalmente, nos trabalhadores que desempenham suas atividades expostos ao sol, a exemplo dos profissionais da jardinagem, da construção civil, da agricultura, da pecuária e da pesca, preparadores físicos, salva-vidas e muitos outros!

Devido à exposição diária e contínua à radiação ultravioleta (UV), esses grupos têm maior chance de desenvolver o câncer de pele não melanoma, o mais comum entre esses trabalhadores, representando 90% dos cânceres de pele e 25% dos tumores registrados no Brasil. Esses dados constam em estudo elaborado pela Fundacentro, publicado no livro clássico de dermatologia ocupacional da fundação.

Entre as recomendações da Sociedade Brasileira de Dermatologia está o uso corriqueiro de equipamentos de proteção individual (EPIs), como chapéus de abas largas, óculos escuros, roupas de cubram boa parte do corpo, protetores solares além da ingestão constante de água.

PREVENÇÃO – “O Brasil precisa desenvolver uma mentalidade de prevenção”, enfatiza o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira. “O Ministério do Trabalho, por meio da atuação de seus auditores-fiscais, está vigilante e empenhado em contribuir da maneira mais efetiva possível para que essa mentalidade se instale e se perpetue em nosso país”, acrescenta.

O assistente técnico do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho do Ministério do Trabalho, auditor-fiscal Jeferson Seidler, explica que, para reduzir os riscos dessa doença, o empregador deve analisar detalhadamente os riscos das atividades desenvolvidas na empresa, priorizando medidas de controle abrangentes e coletivas. O trabalhador também precisa se informar e participar ativamente da prevenção.

CUIDADOS MÉDICOS – Apenas os médicos dermatologistas e oncologistas estão capacitados para fazer o diagnóstico sobre o cânceres de pele, porém algumas características podem ajudar a população a identificar a doença, como lesões que aparecem e persistem ou continuam crescendo no decorrer de semanas a meses, pintas que apresentem mudança de cor ou textura e feridas que não cicatrizam. “No caso do surgimento de lesões como estas, um dermatologista deve ser procurado para esclarecer o diagnóstico”, recomenda o Dr. André Lauth.

CARÁTER EPIDÊMICO – O câncer de pele é a neoplasia maligna mais comum em todo o mundo e sua incidência tem atingido caráter epidêmico. Pode ser classificado em câncer de pele melanoma (CPM) e em câncer de pele não melanoma (CPNM).  O CPM, apesar da elevada mortalidade, representa apenas 4% dos cânceres da pele; e o CPNM, de baixa letalidade, corresponde a 90% dos cânceres de pele e 25% de todos os tumores malignos registrados no Brasil. A melhor maneira para reduzir o risco de desenvolver a doença é reduzir a exposição solar e fazer o uso de protetor solar diariamente, com fator de proteção solar (FPS) 30 ou maior.

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Melhor maneira para reduzir o risco é reduzir a exposição solar e fazer o uso de protetor solar

AGENTES CAUSADORES – Os especialistas alertam que a luz solar não é a única inimiga dos trabalhadores na luta para evitar o câncer de pele. Há outras exposições à radiação ultravioleta (UVA e UVB), como os trabalhos com solda, que podem causar a doença caso não observadas as regras de segurança. As substâncias químicas estão relacionadas na lista de Doenças Ocupacionais:  são exemplos o arsênio e seus compostos arsenicais, o alcatrão, o breu, o betume, a hulha mineral, a parafina e produtos de resíduos dessas substâncias causadores de epiteliomas da pele; as radiações ionizantes; e as radiações ultravioletas.

NO TRABALHADOR – “Todos os trabalhadores têm direito de conhecer os riscos das suas atividades, e o empregador tem o dever legal de informá-los sobre os riscos e a forma de controle. A primeira coisa a fazer é solicitar essas informações, por escrito, ao empregador. E seguir minuciosamente as orientações para prevenção: procedimentos de trabalho, uso de equipamento de proteção individual (EPI), etc. Além disso, é importante trabalhar com a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) ou Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT), no sentido de buscar melhoria contínua, se possível com controle de risco na fonte, de forma que o EPI seja uma barreira a mais, nunca a única”, recomenda Jeferson Seidler.

 Com informação do Ministério do Trabalho

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