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ANPII e ESALQ-USP articulam produção de novo inoculante à base de bactérias do gênero Bacillus

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As bactérias produzem hormônios vegetais e outras substâncias que atuam no desenvolvimento das plantas, levando a uma maior produtividade.

A Associação Nacional dos Produtores e Importadores de Inoculantes (ANPII), além de promover e conscientizar sobre a importância da FBN, aplica um modelo de parceria com institutos de pesquisas para o desenvolvimento de novos inoculantes que poderão ser implementados pelas empresas associadas. Em fase avançada de negociação, uma pesquisa conjunta de inoculante à base de bactérias do gênero Bacillus, deverá ser realizada pelos pesquisadores do Departamento de Genética da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ – USP), em Piracicaba, no interior de São Paulo.

“As bactérias produzem hormônios vegetais e outras substâncias que atuam no desenvolvimento das plantas, levando a uma maior produtividade. Dentro da parceria, a novidade é que se trata de uma bactéria não específica. Sendo assim, a expectativa é de poder associá-las a uma grande gama de plantas, apresentando potencial para ser utilizada em diversas culturas”, explica o presidente da ANPII, José Roberto de Castro. A cepa do microrganismo foi selecionada pela pesquisadora Maria Carolina Quecine Verdi, que fez todos os testes preliminares em laboratório e em casa de vegetação da ESALQ. No convênio que está sendo firmado, o desenvolvimento em escala industrial e os testes de campo visando o registro do inoculante no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) serão conduzidos pela associação, tendo todo o suporte e respaldo científico da universidade.

“Os trabalhos serão, em breve, desenvolvidos na fase pré-competitiva em um consórcio das empresas associadas, focados no desenvolvimento de novos produtos que venham a trazer maior produtividade e sustentabilidade para a agricultura brasileira, características essenciais dos produtos biológicos”, analisa o engenheiro-agrônomo e consultor da ANPII, Solon Cordeiro de Araujo. A assinatura do contrato entre ANPII e ESALQ deve ocorrer no início de março e a estimativa inicial do tempo de desenvolvimento do novo inoculante é de 24 meses.

QUE É INOCULANTE O

Inoculante – insumo biológico para substituição de fertilizantes nitrogenados em leguminosas –  é um material vegetal (turfa) com cultura de bactéria do gênero Rhizobium, com alta concentração celular que fixa o nitrogênio do ar em simbiose com leguminosas.

VANTAGENS

  • Aumenta a produtividade da cultura sem utilizar fertilizantes nitrogenados;
  • preserva a microflora e a microfauna do solo;
  • reduz o custo de produção;
  • não provoca danos ao meio-ambiente, e
  • recupera os solos de baixa fertilidade.

COMO USAR

  • Mistura-se um copo de água potável ao conteúdo da embalagem até formar uma pasta homogênea;
  • adicionar uma colher de sopa de açúcar e misturar 10kg de sementes nessa substância até que todas fiquem pegajosas;
  • espalhar as sementes para secar em lugar fresco, arejado e sombreado; plantar no período de 24 horas, caso contrário, as sementes devem ser reinoculadas.

QUAIS OS CUIDADOS NO MANUSEIO DO  INOCULANTE?

  • – Guardar em  lugar  fresco  e não  expor o produto  aos raios  solares  ou à temperatura acima de 350C;
  • – não usar o inoculante com prazo de validade vencido;
  • – não deixar as sementes inoculadas entrarem em contato com adubos químicos durante os primeiros dias de plantio; e

·              – cobrir as sementes, imediatamente  após o plantio, com  solo  previamente adubado.

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