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Governo brasileiro deve tratar seguro rural de forma diferente, garante ministra da Agricultura

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Tereza Cristina participou do evento e falou sobre a necessidade do debate para a criação de um seguro plural e que consiga atender às demandas dos produtores brasileiros

A questão do Seguro Rural voltou a ser assunto entre autoridades do setor nesta terça-feira (23), em um evento organizado pela Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O tema é considerado de extrema importância entre produtores, pois a contratação do seguro pode evitar prejuízos por conta de chuvas mais fortes ou secas mais prolongadas, por exemplo.

A ministra Tereza Cristina participou do evento e falou sobre a necessidade do debate para a criação de um seguro plural e que consiga atender às demandas dos produtores brasileiros.

Durante a fala, a ministra lembrou que o modelo ideal de seguro não será obtido de imediato. O tamanho do Brasil e as diferentes adversidades enfrentadas por produtores são, segundo Tereza Cristina, alguns dos empecilhos colocados para a definição de regras fixas. Apesar das dificuldades, a ministra garantiu que tem conversado com o Ministro da Economia sobre o tema.

“Eu estava em uma reunião com o ministro Paulo Guedes discutindo isso. E eu quero dizer que o governo brasileiro, este que aí está, vai trabalhar o seguro de maneira diferente. Ele aposta que o seguro é uma das ferramentas que podem trazer mais tranquilidade para aqueles que estão no campo produzindo.” Apesar da fala, a ministra não detalhou de que forma diferente o Governo irá trabalhar a questão.

Antes de Tereza Cristina, o secretário de Políticas Agrícolas do Ministério da Agricultura, Eduardo Sampaio, lembrou que já existem outros produtos de seguro no mercado como o ProAgro e o Garantia Safra e destacou que todos eles precisam conversar entre si. Ele também revelou parte dos objetivos do governo para o seguro até o ano que vem.

“Já foi falado aqui, a ministra tem falado muito, a nossa intenção é de pelo menos dobrar o orçamento de subvenção para o ano que vem, para termos R$ 1 bi em subvenção. Hoje nós temos R$ 440 milhões. E nós temos certeza que podemos administrar esse tipo de subvenção no ano que vem. Para números maiores que esperamos chegar no futuro próximo, temos sim que melhorar essa base. Melhorar o zoneamento, a rede de corretores que atendem esses agricultores. O seguro rural é relativamente complexo comparado a outros produtos de seguro, então o produtor precisa ser bem atendido lá na ponta, ele precisa saber o que está comprando. Se é um seguro de risco, de risco combinado, o que é o seguro de faturamento e a implicação que isso tem para ele.”

Já o presidente da CNA, João Martins Filho, destacou a atuação da entidade para o estabelecimento de uma política de maior prazo nas regras que serão aplicadas ao seguro.

“Queria dizer aos senhores que a CNA já está trabalhando e já comunicou o secretário e a ministra para fazermos uma proposta de política de cinco anos. Porque é inaceitável o produtor rural saber as regras do jogo para esse ano e, para o ano seguinte, ele não saber mais.”

Segundo dados da própria CNA, em um universo de cerca de 5 milhões de produtores rurais, apenas 42 mil aderiram ao seguro.

O valor do seguro é calculado por peritos que visitam as propriedades, tanto no momento de firmar o contrato como na hora de acionar a seguradora. Com a adesão ao programa, o produtor tem a garantia de pelo menos ter de novo em mãos o valor investido na lavoura.

Com informe da www.agenciadoradio.com.br

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