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A razão da vida é viver!

Ao entrevistar Roseno Preto, em 1993, e lhe perguntar sobre o que mais lhe fazia feliz, ele prontamente me respondeu: “nunca tive um inimigo”! Ele faleceu em 1998 aos 115 anos. Foto: João Martins/Arquivo Revista Integração.

Ao entrevistar Roseno Preto, em 1993, e lhe perguntar sobre o que mais lhe fazia feliz, ele prontamente me respondeu: “nunca tive um inimigo”! Ele faleceu em 1998 aos 115 anos. Foto: João Martins/Arquivo Revista Integração.

Por: João Martins | Editor

“O trabalho dignifica o homem, o prazer aperfeiçoa a obra, a paixão dá sentido e o amor eterniza” – conceitua a filosofia.

Se analisarmos os exemplos existentes em cada canto desse planeta, verificamos que o trabalho não só dignifica como também dá longevidade e razão para a perpetuação.

Em todas as profissões, das mais labutadas, das mais exigidas, física ou mentalmente, existem profissionais que se perduram e até se apaixonam pela rotina continuada de seus atributos.

Observando os trabalhadores dos campos, notamos que são estes os mais exigidos, não somente fisicamente, mas também pelo desgaste emocional provocado pelas intempéries metereológicas, tão incertas em todos os continentes.

A ânsia de ver florir os campos e vingar suas lavouras causa inquietação ao homem que depende da vontade divina, na maioria dos casos, o seu sucesso e sua riqueza. Entretanto, neste mesmo mundo, esses trabalhadores não se deixam abater e esperam, ansiosos, por um novo período, um novo ano.

E é justamente entre esses homens do campo que se encontram exemplares de trabalhadores com idade centenária, embora sem o mesmo músculo robusto, mas com a mesma determinação e vontade de lutar.

Entre os muitos, citamos o exemplo de “Roseno Preto” (é assim que todos o conhecem e o tratam), ancião da cidade de Candiba/BA, cuja idade não se sabe ao certo, supostamente 110 anos como preveem seus amigos mais velhos (ele faleceu aos 115, em 1998). Entretanto, a jovialidade, a vontade de viver e de trabalhar de Roseno refletem o melhor exemplo de que trabalhando com amor, sem amarguras, leva o homem ao ápice de sua existência, ao reino da terra: a razão da vida.

O que realmente mata o homem é a ganância, a febre do poder, sem mover montanhas, mas saltando-as sem conhecer o outro lado. A tomada do caminho mais curto sem, ao menos, conhece seu traçado, certamente o conduzirá ao desespero, por não saber o retorno à sua origem, nem tampouco a dimensão de seu salto.

O despreparo para a vida é certamente o mal maior que amputa a vida das pessoas que sequer dão uma razão óbvia à sua existência, sendo vencidas pela ambição e desrespeito ao próximo e a si próprio. Viver é acima de tudo, amar o seu trabalho.

Se por um lado existem pessoas com mais de 100 anos em plena atividade produtiva nos campos e crianças na idade de alfabetização já trabalhando para seu próprio sustento, por outro lado, têm homens fortes com 30 anos ou menos, gozando de uma aposentadoria fraudulenta e desmerecida, favorecidos por uma politicagem mesquinha e adúltera, que atrofia trabalhadores em plena idade de trabalho. Esse tipo de incoerência é que faz da humanidade motivo de revolta e descrédito com a hipócrita e decantada democracia de privilégios.

O comboio da corrupção está presente em todos os cantos desse desvirtuado país onde, a constituição está apenas, no papel, longe das grandes massas populares. O desalento e o descrédito em certas autoridades que constituem o alto comando desta nação, há que serem invertidos, urgentemente, para que nasça esperança de dias melhores e de justiça igualitária, dias em que a razão predomine sobre infundados preceitos jurídicos e sociais.

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