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Antideriva: Tecnologia de Aplicação é tema de evento em Correntina nos dias 13 a 15 deste

Cortada pelo rio Corrente, a cidade de Carrentina, da região econômica do MATOPIBA, é des-taque no Oeste baiano pelo seu alto potencial em agricultura irrigada. Foto: reprodução/ História de Correntina.

Cortada pelo rio Corrente, a cidade de Carrentina, da região econômica do MATOPIBA, é des-taque no Oeste baiano pelo seu alto potencial em agricultura irrigada. Foto: reprodução/ História de Correntina.

A turística e calma Correntina (BA), do Oeste baiano, receberá, entre os dias 13 e 15 de março, um importante evento, onde grandes empresas do agronegócio mundial estarão presentes. Uma dessas participantes é a Oro Agri, empresa que está presente em mais de 100 países e com filial brasileira estabelecida em Arapongas, no Paraná, responsável pelos principais lançamentos no setor de  tecnologia de aplicação.

Para muitos produtores soa como novidade, mas a tecnologia de aplicação está presente a todos os agricultores ou pecuaristas que realizam aplicação de agroquímicos nas lavouras ou pastagens via pulverização. Durante a mostra, a empresa divulgará a importância do uso de um antideriva de alta performance junto à calda de pulverização, um produto que impede o vento de carregar as gotas por longas distâncias.

Veja entrevista sobre Antideriva, com o Sr. Jeferson Philippsen.

Jeferson Philippsen é gerente de produtos da Oro Agri. Foto divulgação.

Jeferson Philippsen é gerente de produtos da Oro Agri. Foto divulgação.

O que é um antideriva? Para que serve? Quais benefícios oferece?

Se trada de uma classe específica de adjuvante agrícola. Como diz o nome, é um produto que, uma vez misturado com a calda de pulverização dos produtos agroquímicos, tem a capacidade de diminuir a perda causada por deriva, que por sua vez é ocasionada por ventos acima de 15km/hora, condição inapropriada para ações de pulverização. Em termos de benefícios, ao utilizar um produto antideriva, teremos uma melhor deposição dos ingredientes ativos no alvo desejado e a consequência disso será o melhor aproveitamento e eficácia dos produtos. Além da redução de perdas, eles evitam a contaminação em áreas vizinhas e otimizam a eficácia dos agroquímicos.

Pode ser usado na agricultura (quais lavouras) e na pecuária?

Produtos com a capacidade de reduzir deriva são amplamente utilizados na agricultura e podem sim ser utilizados em outras culturas, como nas pastagens. Eu diria que não é a cultura o fator determinante para a decisão de usar ou não o antideriva, mas sim a condição climática no momento da pulverização.

Existem muitos produtos antideriva disponíveis no mercado brasileiro?

Sim, são vários os produtos disponíveis, mas eu diria que o produtor deveria se atentar às faltas promessas. Muitos deles são vendidos como produtos multifuncionais. Se analisarmos tecnicamente um produto (antideriva), comumente um bom antideriva não é classificado como um produto multifuncional. O produtor tem que ficar atento a isso. O ideal que o produtor consulte um engenheiro agrônomo de confiança, que acompanhe estudos e pesquisas disponibilizadas no mercado e avalie a capacidade de cada produto na sua propriedade.

Há marcas nacionais ou são todos importados?

Existem muitas multinacionais atuando no mercado brasileiro. Isso faz com que muitos desses produtos também sejam importados de outros países. Mas da mesma forma, também é comum ter empresas, sendo multinacionais ou não, desenvolvendo e comercializando produtos dentro do Brasil. Então eu poderia dizer que, ser importado ou não, não é um fator determinante a qualidade do produto.

Tem estudos ou indicadores sobre custo e como impacta na lavoura?

Um produto que é antideriva pode custar algo entre R$3 e R$ 9 por hectare. Se colocarmos esse investimento na ponta do lápis, estamos falando de algo equivalente a menos de  1% dos custos de produção. É um custo relativamente baixo e que se dilui facilmente  nas vantagens que ele proporciona, principalmente se tratando das  grandes fazendas que, na verdade, são obrigadas a manter os pulverizadores trabalhando dia e noite, praticamente todos os dias, além de tudo sabendo que as condições climáticas possam não ser as ideais.

Novo antideriva da Oro Agri

Pulverizador“E o vento levou”, título do clássico do cinema de 1939, resume de forma bastante simples os desafios diários enfrentados pelo produtor rural no momento da aplicação de agroquímicos na lavoura. Ventos acima de 15 km/h são uma realidade frequente, sendo capazes de carregar as gotas pulverizadas por uma distância de 30 ou 40 metros e até quilômetros, dependendo do método utilizado.

O impacto econômico à propriedade é grande, principalmente quando associado às perdas por evaporação causadas pelos dias quentes e de baixa umidade do ar. É menos produto atingindo o alvo. Em outras palavras, há desperdício de agroquímicos como herbicidas e fungicidas, além do risco de levá-los para locais indesejados ou, ainda, de reduzir a eficácia do controle de pragas ou doenças.

“Se a gota é muito fina, o vento carrega ou ela evapora mais rapidamente, o que reduz a eficiência da pulverização. Porém, essas perdas podem ser reduzidas drasticamente com uso de um bom surfactante antideriva”, avalia Jeferson E. Philippsen, gerente de Produtos da Oro Agri.

Philippsen cita o exemplo de um antideriva recém-lançado pela empresa no mercado brasileiro, chamado de AIRTRUCK, definido por ele como mais um aliado para uma tecnologia de aplicação de alta performance. Feito à base de extratos vegetais, o produto aumenta o diâmetro mediano volumétrico da gota, deixando-a mais pesada. Com uso do produto certo  e regulagem correta do pulverizador, o agricultor consegue melhorar a eficiência da pulverização em cerca de 20%, atesta Philippsen. Aumentando a viscosidade da calda, o novo surfactante diminui o número de gotículas propensas a deriva ou evaporação – normalmente aquelas com diâmetro igual ou inferior a um fio de cabelo.

Outro agente da perda de eficiência é a espuma. AIRTRUCK possui esta característica, evitando a produção de espuma dentro do tanque do pulverizador. Poucos produtores atentam ao problema, mas quanto maior o volume de espuma menos produto chegará até a lavoura.

“E quanto mais espuma formar, mais resíduo de produto poderá se fixar nas paredes do tanque, sendo  mais difícil limpar e podendo contaminar a cultura em uma próxima pulverização”, adverte Lucas Rafael Maesta Dias, especialista em Tecnologia de Aplicação da Oro Agri.

Além de exercer efeito antideriva, padronizar o tamanho de gota em diâmetro desejado e reduzir a quantidade de espuma, o novo produto não altera o pH da solução e não causa fitotoxicidade, que seria a concentração excessiva de agroquímico na folha.

Importante frisar que o AIRTRUCK não elimina a necessidade do uso de um agente modificador de calda. Inclusive, uma alternativa é utilizar outros surfactantes responsáveis por aumentar a capacidade de assimilação, como é o caso de WETCIT, também da Oro Agri, que permite aos diferentes agroquímicos serem totalmente homogeneizados e absorvidos em até 15 minutos pela folha.

A dosagem do AIRTRUCK varia de 50 a 150 ml/ha em aplicação terrestre e 50 ml/ha quando aérea. Manutenção, regulagem e calibração do pulverizador influenciam na eficiência da aplicação.

Segundo Dias, um erro comum do produtor é não trocar a ponta do bico do pulverizador conforme o produto utilizado. Um fungicida, por exemplo, deve ser aplicado com ponta cone vazio e um herbicida requer uma ponta-leque, gerando gotas mais espessas.

“Herbicida em ponta cone vazio vai produzir uma gota muito fina e facilmente derivável. Por este motivo, o ideal é sempre usar a ponta certa para cada tipo de aplicação”, recomenda o especialista em Tecnologia de Aplicação.

Além das pontas, cada bico possui um ajuste de pressão diferente. Desta forma, o manômetro tem de estar em perfeito estado para aferir a pressão correta para cada conjunto de bicos, sendo esse outro ponto negligenciado pelos produtores. Ou seja, a própria manutenção do pulverizador impacta diretamente a eficiência da pulverização.

Fonte: Pec Press – Comunicação Estratégica.

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