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Cultivada há 37 Séculos: 26 de novembro comemora-se o Dia Mundial da Oliveira

Oliveira de Vouves, na ilha de Creta, Grécia. Estima-se que tenha pelo menos 3.000 anos. As oliveiras suportam bem com os períodos tórridos, inundações e doenças; por esta razão têm vida longa. Foto: Reprodução /Internet.

Oliveira de Vouves, na ilha de Creta, Grécia. Estima-se que tenha pelo menos 3.000 anos. As oliveiras suportam bem com os períodos tórridos, inundações e doenças; por esta razão têm vida longa. Foto: Reprodução /Internet.

No dia 26 de novembro governos e instituições de todo o mundo fazem uma homenagem à oliveira com uma mensagem simples e clara: “escolha a oliveira para proteger nosso planeta e nossa saúde”. Este tributo tem como objetivo destacar o papel da olivicultura no desenvolvimento econômico e social sustentável da humanidade e também uma arma na luta contra as mudanças climáticas.

A oliveira, com as suas raízes no Mediterrâneo, é um símbolo universal de paz e harmonia. Crescendo em cinco continentes, as oliveiras fornecem empregos, segurança e recursos naturais para comunidades rurais em todo o mundo.

O azeite de oliva e azeitonas de mesa são fontes comprovadas de nutrição e ingredientes essenciais na dieta mediterrânea. Oferecem uma grande variedade de aromas e sabores, e realçam uma cozinha única que desperta o interesse de chefs de renome em todo o mundo. Suas múltiplas propriedades, saudáveis e nutricionais, contribuem  na prevenção de  algumas  doenças,  já  amplamente reconhecidas.

Para Rita Bassi, presidente da Associação Brasileira de Produtores, Importadores e Comerciantes de Azeite de Oliveira (OLIVA) “fazer parte das celebrações mundiais deste dia é muito importante para nós enquanto entidade no Brasil. Nosso trabalho é conscientizar a população sobre a importância do consumo do azeite e seus benefícios”.

“Para além dos benefícios do azeite à saúde é sempre importante referenciar o impacto positivo para o meio ambiente em termos de biodiversidade” acrescenta Bassi.

A Oliveira e sua origem

A origem da oliveira perde-se no tempo, coincidindo e confundindo-se com a expansão das civilizações mediterrânicas que durante séculos governaram o destino da humanidade e deixaram a sua marca na cultura ocidental (as oliveiras têm preferência por um clima seco e quente, além de muita luminosidade. Podem viver centenas de anos ou até milênios). Dentre suas muitas características, destacam:

  • Resistente à falta de água;
  • Entra em produção a partir do 4º ou 5º ano, após a plantação;
  • Produz em média de 40 a 60 Kg de azeitonas anos, que representa cerca de 6 a 10 litros de azeite.

Propriedades do azeite?

O azeite de oliva é o suco natural da azeitona. É predominantemente formado por triglicéridos, glicerol e ácidos graxos, na sua maioria insaturados. Predomina o ácido oleico (monoinsaturado) e em quantidades moderadas os ácidos linoleicos e linolênicos. Em pequenas quantidades estão presentes ácidos graxos saturados. A outra fração do azeite é formada por componentes menores como são os tocoferóis (nomeadamente o α-tocoferol percursor da vitamina E), polifenóis, esteróis (β-sitosterol), hidrocarbunetos (escualeno percursor da síntese de colesterol e β-caroteno percursor da vitamina A), outras vitaminas, pigmentos (clorofilas, carotenos), voláteis, etc.

Processos de produção?

O processo de produção do azeite começa com a colheita da azeitona. Após a colheita, as azeitonas são lavadas e vão para o processo de moagem, onde são trituradas, formando uma pasta oleosa. Em processos físicos a extração do azeite é feita sem solventes ou o uso de conservantes. Nos processos mais antigos o azeite era feito em lagares (espécie de tanque) com moinhos de pedra; atualmente existem processos mais modernos de se extrair o azeite, como o método de centrifugação – de extração a frio. Após este processo, o azeite é classificado: Azeite Extravirgem, Azeite Virgem e Azeite Tipo Único. Existem, ainda, outros fatores que interferem nas características dos azeites:

  • Variedade da oliveira;
  • Solo em que está plantada;
  • Irrigação;
  • Grau de maturação da azeitona e saúde dos frutos;
  • Forma da colheita;
  • Transporte das azeitonas e seu armazenamento.

Benefícios à saúde de azeite de oliva

Diversos estudos realizados comprovam que consumir cerca de duas colheres de sopa diárias de azeite traz vantagens ao corpo humano. O controle de colesterol é um dos benefícios que o azeite proporciona. Por ser uma fonte gordura insaturada, o azeite de oliva é um forte aliado no combate à problemas cardiovasculares, já que, além de reduzir o nível de colesterol ruim, ele aumenta o colesterol bom (HDL), que ajuda a evitar o infarto do miocárdio.

Outra vantagem é a prevenção de diabetes, pois, além de reduzir o colesterol ruim, o azeite de oliva auxilia no controle do nível de glicose e triglicérides no organismo, sendo um importante aliado na prevenção de diabetes. Contém, inclusive, outros elementos (como o ômega-3) que pode inibirem o crescimento de células cancerígenas e o ataque de radicais livres ao DNA, reduzindo possíveis mutações celulares.

Ele é também rico em vitaminas A, D, E e K, o que contribui para a prevenção de doenças e faz dele um poderoso antioxidante e analgésico, além de estar presente na dieta de quem deseja ficar mais forte de forma saudável, já que ele auxilia no ganho de massa muscular por possuir uma alta densidade energética, sendo também um importante aliado na perda de peso.

Associação Oliva 

A Associação Brasileira de Produtores, Importadores e Comerciantes de Azeite de Oliveira (OLIVA) foi fundada em 2001: uma sociedade civil, sem fins lucrativos, de âmbito nacional, congregando produtores, importadores, distribuidores, comerciantes e entidades interessadas no desenvolvimento da categoria no Brasil.

A OLIVA é associada ao Conselho Oleícola Internacional (COI), órgão subordinado à Organização das Nações Unidas (ONU), fundado em 1956, com sede em Madrid/Espanha, encarregado de gerir o Convênio Internacional de Azeite de Oliva, onde são formuladas as grandes linhas de ação destinadas à manutenção e desenvolvimento da oleicultura mundial.

Cultivo começou no Século 16 a.C. com os Fenícios

Oliveira das Mouriscas - a mais velha de Portugal, na Freguesia de Mouriscas, concelho de Abrantes - estima-se que tenha 3.350 anos, conforme o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas. Certamente acolheu celtas, iberos, lusitanos, celtiberos, cónios, romanos, visigodos, alanos ou árabes que se alimentaram das azeitonas que ali produziu. É contemporânea do faraó Ramsés II e de Moisés (1250 anos a.C.). Foto: Reprodução / Público PT.

Oliveira das Mouriscas – a mais velha de Portugal, na Freguesia de Mouriscas, concelho de Abrantes – estima-se que tenha 3.350 anos, conforme o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas. Certamente acolheu celtas, iberos, lusitanos, celtiberos, cónios, romanos, visigodos, alanos ou árabes que se alimentaram das azeitonas que ali produziu. É contemporânea do faraó Ramsés II e de Moisés (1250 anos a.C.). Foto: Reprodução / Público PT.

No século 16 a.C. os fenícios começaram a disseminar a oliveira pelas ilhas gregas, posteriormente introduzindo-a no continente grego entre os séculos 14 e 12 a.C., onde seu cultivo aumentou e ganhou grande importância no século 4 a.C., quando Sólon emitiu decretos regulamentando o plantio da oliveira .

A partir do século 6 a.C. a azeitona se espalhou pelos países mediterrâneos, chegando a Trípoli, Túnis e a ilha da Sicília. De lá, mudou-se para o sul da Itália. Presto, no entanto, afirmou que a oliveira na Itália remonta a três séculos antes da queda de Tróia (1200 a.C.). Outro analista romano (Penestrello) defende a visão tradicional de que a primeira oliveira foi trazida para a Itália durante o reinado de Lúcio Tarquínio, Prisco, o Velho (616 – 578 a.C.), possivelmente de Trípoli ou Gabes (Tunísia). O cultivo subiu do sul para o norte, da Calábria para a Ligúria. Quando os romanos chegaram ao norte da África, os berberes sabiam enxertar azeitonas silvestres e realmente desenvolveram seu cultivo nos territórios que ocupavam.

Os romanos continuaram a expansão da oliveira nos países ribeirinhos do Mediterrâneo, usando-a como arma pacífica nas suas conquistas para povoar seu império. Foi introduzido em Marselha por volta de 600 a.C. e se espalhou de lá para toda a Gália. A oliveira surgiu na Sardenha na época romana, enquanto na Córsega se diz que foi trazida pelos genoveses após a queda do Império Romano.

Fontes: Ascom OLIVA e Iternational Olive Council

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