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Pesquisadores da Embrapa coleta lagartas no Oeste baiano para ensaios laboratoriais de biopesticidas

Algumas centenas de lagartas foram coletadas e as sobreviventes, após passarem por uma triagem, serão mantidas no laboratório Sete Lagoas/MG. Foto: Abapa / divulgação.

Algumas centenas de lagartas foram coletadas e as sobreviventes, após passarem por uma triagem, serão mantidas no laboratório Sete Lagoas/MG. Foto: Abapa / divulgação.

Uma equipe da Embrapa Milho e Sorgo de Sete Lagoas/MG visitou as lavouras de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, para coletar lagartas. Os insetos serão replicados para formar uma criação na unidade mineira, para fins de ensaios em laboratório com baculovírus e Bacillus thuringiensis. Ambos são o princípio de biopesticidas que têm se mostrado eficazes contra o complexo de lagartas, sobretudo a helicoverpa.

No estado, os pesquisadores do laboratório de Controle Biológico da Embrapa foram recebidos pela equipe do Programa Fitossanitário da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa). Algumas centenas de lagartas foram coletadas e as sobreviventes, após passarem por uma triagem, serão mantidas no laboratório mineiro.

De acordo com o pesquisador da Embrapa, Fernando Valecente, a “Colônia LEM” terá diversos tipos de lagartas, e deverá suprir o déficit da empresa, causado pelo período da pandemia.  A decisão por Luís Eduardo Magalhães se deveu à grande disponibilidade de insetos. “A helicoverpa, que se alimenta de diversos tipos de plantas, encontra no Oeste uma grande fartura, pois são três safras anuais (soja, milho e algodão), garantindo comida o ano inteiro”, explica Valecente.

Os biopesticidas, além de comprovadamente eficazes quando integrados ao Manejo Integrado de Pragas, têm vantagens ambientais por serem naturais. Para se obter os baculovírus ou a bactéria Bacillus thuringiensis, as lagartas são processadas em reatores, num ambiente controlado e com protocolos de esterilização. “São mantidas condições de temperatura ideal e todos os cuidados para evitar contaminações”, diz o pesquisador.

Para o coordenador do Programa Fito da Abapa, Antonio Carlos Araújo, a cooperação institucional é de suma importância para a pesquisa e o desenvolvimento de soluções para a agricultura. “É sempre gratificante e enriquecedor receber pesquisadores de instituições como a Embrapa”, afirmou.

Da equipe do Programa Fito e da Fundação Bahia, participaram da ação, Karolyne Pelissari, Roxana Nascimento, Isadora Dourado, Fabiano Perina e Carlos Freitas. A Embrapa foi representada por Celso Geraldo Vieira, Karine Carvalho, e a Nayara Abreu.

Fonte: Assessora de Imprensa Abapa

Por: Catarina Guedes

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