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Supernova revela, pela primeira vez, as camadas mais profundas de uma estrela gigante

“Pela primeira vez, tivemos evidências diretas de que as estrelas podem perder praticamente todas as suas camadas externas e ainda assim gerar uma explosão luminosa, observável a distâncias inimagináveis.” (Divulgação)

“Pela primeira vez, tivemos evidências diretas de que as estrelas podem perder praticamente todas as suas camadas externas e ainda assim gerar uma explosão luminosa, observável a distâncias inimagináveis.” (Divulgação).

Um grupo internacional de pesquisadores, liderado pelo Instituto Weizmann de Ciências e pela Northwestern University, registrou um fenômeno inédito: uma supernova que permitiu observar diretamente as camadas internas de uma estrela massiva.

“É como se tivéssemos visto uma estrela despida até os ossos”, explica o astrofísico Steve Schulze, que conduziu a análise e iniciou sua carreira no grupo do professor Avishay Gal-Yam, do Departamento de Física de Partículas e Astrofísica do Instituto Weizmann de Ciências de Israel. “Pela primeira vez, tivemos evidências diretas de que as estrelas podem perder praticamente todas as suas camadas externas e ainda assim gerar uma explosão luminosa, observável a distâncias inimagináveis.”

O estudo, publicado na capa da revista Nature, revela a origem de elementos como silício, enxofre e argônio – peças fundamentais da química que compõe planetas, rochas e até nossos próprios corpos.

As estrelas massivas funcionam como uma “cebola cósmica”, organizada em camadas sucessivas de elementos químicos: hidrogênio, hélio, carbono, oxigênio, até chegar ao ferro em seu núcleo. Mas, até agora, os astrônomos só conseguiam enxergar as camadas externas quando esses astros explodiam em supernovas. A descoberta da estrela batizada SN2021yfj, localizada a 2,2 bilhões de anos-luz da Terra, abriu uma janela inédita para seu interior, revelando pela primeira vez sinais claros de elementos mais pesados, formados nos estágios finais da vida estelar.

O estudo também contou com a participação de Ofer Yaron, cientista sênior do Weizmann e especialista em supernovas, que destaca o impacto da descoberta: “Ao expor uma região tão profunda do interior estelar, desafiamos as teorias atuais sobre como as estrelas gigantes perdem massa antes de explodirem. Agora sabemos que o silício e o enxofre, essenciais para a formação de planetas e para a própria vida, têm sua forja em regiões que, até hoje, eram inacessíveis à observação direta.”

Além de confirmar modelos teóricos sobre a estrutura interna das estrelas, a descoberta ajuda a traçar a origem dos átomos que formam tudo ao nosso redor. Como lembrava Carl Sagan, “somos feitos da mesma matéria das estrelas”. O trabalho liderado por pesquisadores ligados ao Instituto Weizmann nos aproxima, de forma inédita, desse processo cósmico, mostrando como as explosões estelares criam os tijolos químicos que constroem o universo – e a própria vida na Terra.

A descoberta marca um avanço significativo na compreensão da origem dos elementos químicos do universo. “Cada átomo que compõe nossos corpos e o mundo ao nosso redor foi forjado no interior de estrelas como essa”, afirma. “Ver diretamente onde e como esses elementos pesados são formados é um passo gigantesco para decifrar a história cósmica da matéria”, concluiu o professor Avishay Gal-Yam.

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Informações para a imprensa: Liane Gotlib Zaidler / Enviado Por: Conib 

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