
Um sistema integrado de tecnologias irá substituir o plantio centenário de colmos por um sistema mais leve, preciso e sustentável, conectando inovação à visão de dobrar à produtividade do setor até 2040. (Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) / divulgação)
Piracicaba, 16 de abril de 2026 – O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), líder global em ciência da cana-de-açúcar, inaugura nesta quinta-feira (16), em Piracicaba (SP), a Primeira Unidade de Produção de Sementes (UPS), consolidando um marco histórico para o setor sucroenergético e para a evolução do modelo produtivo da cultura no Brasil.
A nova unidade viabiliza a aplicação, em escala, da tecnologia de sementes sintéticas, uma inovação que substitui o plantio tradicional por um sistema mais leve, padronizado e de alta precisão, com ganhos expressivos de eficiência operacional e sustentabilidade. Foram investidos mais de R$ 100 milhões na construção e tecnologias aplicadas e o empreendimento conta com parceria estratégica com a FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), o que evidencia o reconhecimento nacional dessa disrupção.
A inauguração representa a evolução para uma nova fase de desenvolvimento científico de validação de processos em escala no campo, materializando uma nova etapa para o setor. “Hoje marca o início de uma nova fase para o setor sucroenergético. A nossa Visão de dobrar a produtividade dos canaviais brasileiros se materializaainda mais com resultados concretos no campo, a partir de agora”, afirma Cesar Barros, CEO do CTC.
A iniciativa integra a Visão 2040 da companhia, que estabelece como compromisso dobrar a produtividade dos canaviais brasileiros sem expansão de área, por meio de tecnologias disruptivas, sustentáveis e economicamente viáveis, contribuindo para a transição energética e a redução das emissões de carbono.
Nesse contexto, o CTC estrutura sua atuação a partir de um sistema integrado de inovação, baseado em quatro frentes tecnológicas complementares que, juntas, redefinem o modelo produtivo da cana-de-açúcar: melhoramento genético, biotecnologia, ciência de dados e sementes sintéticas.
“O melhoramento genético cria o potencial produtivo, a biotecnologia protege esse potencial, a ciência de dados transforma esse potencial em resultado no campo, e as sementes sintéticas conectam e ativam todo o sistema. É essa integração que vai sustentar um novo patamar de produtividade para o setor”, afirma o CEO.
A nova tecnologia, é desenvolvida pela companhia desde 2013, envolvendo uma equipe de 150 especialistas, com investimento estimado, até o lançamento comercial, de R$ 1 bilhão.
Arquitetura de inovação integrada
O melhoramento genético constitui a base do sistema, responsável por gerar o potencial produtivo das variedades, combinando ciência, experiência de campo e o uso crescente de tecnologias como sensores, drones e análise de dados.
É dessa frente que nascem soluções como a série CTC Advana, que já entrega um novo patamar de produtividade no campo, com materiais mais adaptados, consistentes e com performance comprovada em diferentes ambientes de produção. A série CTC Advana entrega produtividades superiores em 10% frente as principais referências de mercado e com taxa de vitória acima de 80%.
A biotecnologia atua na proteção desse potencial, garantindo sua estabilidade no campo por meio do controle de pragas e da evolução contínua das soluções. Essa camada tecnológica assegura que os ganhos obtidos no desenvolvimento genético sejam efetivamente preservados ao longo do ciclo produtivo.
Com a plataforma VerdPRO2, o CTC amplia a proteção contra pragas e plantas daninhas, garantindo maior estabilidade produtiva e eficiência operacional, ao preservar, ao longo do ciclo, os ganhos obtidos no desenvolvimento genético. A companhia prevê o lançamento de um portfólio robusto de 14 variedades a partir da safra 27/28.
Para que esse potencial se traduza em resultado real, o manejo ganha uma nova camada de precisão com a agronomia digital. O CTC apresentou avanços em suas plataformas, com novas soluções no Benchmarking e no CTC Sat, além de um protótipo de inteligência artificial generativa, que amplia a capacidade de análise, recomendação e tomada de decisão no campo, conectando dados, histórico produtivo e variáveis agronômicas em uma visão integrada.
Por fim, as sementes sintéticas representam o elo que conecta e ativa todo esse sistema e permite que toda essa inovação chegue ao campo com mais velocidade, eficiência e consistência, simplificando a operação e ampliando o acesso a novas tecnologias.
“O que estamos construindo é um novo sistema produtivo para a cana-de-açúcar. Ao integrar genética, biotecnologia, manejo e um novo sistema de plantio, saímos de ganhos incrementais e passamos a operar em outro patamar de produtividade — com mais previsibilidade, eficiência e impacto no campo”, reforça Barros.
UPS: da ciência à escala industrial
A Unidade de Produção de Sementes nasce como a ponte entre a pesquisa e a aplicação em larga escala, consolidando mais de uma década de estudos e investimentos. Desenvolvida ao longo de 15 meses, a estrutura possui 10 mil m² e capacidade inicial para atender até 500 hectares por ano operando em um turno, com potencial de expansão.
“A UPS representa a virada entre o desenvolvimento científico e a aplicação em escala. É o momento em que pesquisa se transforma em capacidade operacional no campo, permitindo que o setor capture valor de forma mais rápida e consistente”, afirma Barros.
O processo produtivo combina ambiente laboratorial altamente controlado com automação industrial, transformando material biológico em sementes sintéticas com elevado padrão de sanidade, uniformidade e escala. O resultado é uma operação contínua, padronizada e controlada do início ao fim.
Ganhos estruturais para o setor
A introdução das sementes sintéticas promove uma mudança estrutural no sistema produtivo da cana-de-açúcar. O volume de material necessário para o plantio de um hectare é reduzido de cerca de 16 toneladas de canapara aproximadamente 400 kg de sementes, com impacto direto na eficiência logística e operacional.
Outro impacto relevante é a eliminação dos viveiros, liberando até 5% da área agrícola atualmente destinada à produção de mudas, o equivalente a cerca de 500 mil hectares.
Além disso, o novo sistema reduz o risco de disseminação de pragas e doenças, melhora a uniformidade dos plantios e acelera a adoção de novas variedades, contribuindo diretamente para o aumento da produtividade.
Do ponto de vista ambiental, a tecnologia diminui o consumo de diesel, reduz a compactação do solo e contribui para a redução da pegada de carbono da produção.
“Ao transformar o modelo de plantio, estamos abrindo caminho para uma nova lógica de produção agrícola no Brasil. Isso amplia a competitividade do setor, fortalece a posição do país em bioenergia e mostra como inovação pode gerar impacto econômico e ambiental ao mesmo tempo”, afirma o CEO.
Ao elevar a eficiência e a produtividade, a inovação fortalece a competitividade do setor sucroenergético, amplia a produção de energia renovável e reforça o papel do Brasil como líder global em bioenergia e inovação agrícola, com potencial de exportação de tecnologia para países tropicais.
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Sobre o CTC
O CTC – Centro de Tecnologia Canavieira é uma empresa de biotecnologia e inovação. Detém o maior banco de germoplasma de cana do mundo, com mais de 6 mil variedades. Nos laboratórios em Piracicaba (SP) e Saint Louis (EUA), suas equipes desenvolvem soluções em melhoramento e engenharia genética, oferecendo variedades de alta produtividade e resistentes a pragas.
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Informe à imprensa: Bruna Machado / Enviado Por: Fato Relevante Comunicação





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