
A movimentação recente da ANAC em conjunto com o DECEA e o Ministério de Portos e Aeroportos para tornar obrigatório o uso de sistemas antidrone em aeroportos brasileiros ocorre após episódios que evidenciaram fragilidades críticas na segurança aérea. (Divulgação)
Em abril último, o governo confirmou que estuda referências operacionais de países como Estados Unidos e Israel, após a paralisação do Aeroporto de Guarulhos durante o Carnaval, quando múltiplos drones interromperam operações por cerca de três horas, provocando atrasos, cancelamentos e desvios. O episódio expôs um ponto cego relevante nos sistemas tradicionais de vigilância, especialmente diante da popularização de drones comerciais, modelos caseiros e equipamentos modificados.
Hen Harel, CEO e fundador da Ôguen e especialista em segurança de infraestruturas críticas, afirma que o desafio vai além da simples adoção de tecnologia. “O Brasil está diante de uma decisão estratégica. Se os aeroportos investirem em sistemas baseados apenas em radares convencionais ou bibliotecas de assinatura digital, vão continuar vulneráveis a drones modernos, especialmente os modelos FPV e dispositivos modificados. Esses equipamentos simplesmente não aparecem nesses sistemas, o que cria uma falsa sensação de segurança.”
A discussão ganha relevância porque envolve investimentos elevados em um contexto de modernização obrigatória. Países que servem de referência para o Brasil já utilizam soluções baseadas em inteligência de radiofrequência passiva, tecnologia empregada em cenários militares e considerada mais eficaz na detecção de ameaças complexas. Diferente dos radares tradicionais, essa abordagem não depende de emissão de sinais e consegue identificar drones independentemente do protocolo utilizado, além de permitir a localização do operador fora da área protegida. Esse fator é considerado decisivo para ações preventivas e resposta rápida em ambientes críticos como aeroportos.
Para Harel, o sucesso da futura regulamentação depende diretamente da escolha tecnológica feita neste momento. “A medida é necessária e urgente, mas existe o risco de se investir em soluções que já nascem defasadas. A tecnologia de radiofrequência passiva resolve o problema na origem, porque detecta qualquer drone e ainda permite identificar o piloto, o que transforma a resposta de reativa em preventiva. É isso que garante segurança real e viabilidade operacional no longo prazo.”
Sobre a Ôguen
A Ôguen é uma empresa especializada em segurança perimetral que oferece soluções integradas de radares, minas eletrônicas, drones, sistemas anti-drones e, recentemente, imagens atualizadas de satélite com a melhor resolução do mercado. Fundada em 2016, a Ôguen tem como missão garantir segurança e tranquilidade com tecnologia de ponta e atendimento personalizado. Atende clientes dos setores de energia, mineração, agronegócio, indústria, logística e governo, entre outros. Mais informações: www.oguen.com.
Informe à imprensa: João Machado / Enviado Por: Mention





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