REVISTA DIGITAL

Guanambi . Bahia .
Você está aqui: Capa » Plantão de Notícias » Arquivo de Notícias » Inteligência Artificial amplia as possibilidades de diagnóstico precoce do Alzheimer

Inteligência Artificial amplia as possibilidades de diagnóstico precoce do Alzheimer

Tecnologia auxilia médicos na identificação de alterações cerebrais e oferece mais precisão na investigação de doenças neurodegenerativas. (Divulgação)

Tecnologia auxilia médicos na identificação de alterações cerebrais e oferece mais precisão na investigação de doenças neurodegenerativas. (Divulgação)

O Alzheimer começa muito antes dos primeiros esquecimentos. Quando os sintomas se tornam perceptíveis, alterações silenciosas no cérebro podem já estar em curso há anos. E se fosse possível identificar esses sinais antes que eles transformassem a vida do paciente e de sua família?

O Alzheimer é a principal causa de demência no mundo e um dos maiores desafios da medicina diante do envelhecimento da população. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 55 milhões de pessoas vivem atualmente com algum tipo de demência, sendo o Alzheimer responsável por cerca de 60% a 70% dos casos.

A estimativa é que esse número praticamente triplique até 2050. Nesse cenário, a Inteligência Artificial começa a transformar a forma como médicos investigam doenças neurodegenerativas.

Pesquisas científicas demonstram que alterações estruturais no cérebro podem ser identificadas anos antes do diagnóstico clínico do Alzheimer. Estudos que utilizaram análise volumétrica de ressonâncias magnéticas associada à Inteligência Artificial mostram que essas alterações podem ser observadas com até três anos de antecedência em pacientes que posteriormente desenvolveram a doença.

Entre as empresas que estão ajudando a levar essa transformação à prática clínica no Brasil está a Entelai, startup argentina de tecnologia médica fundada em 2017 e especializada em soluções de Inteligência Artificial para apoio ao diagnóstico por imagem. Presente no País desde 2020 e com soluções certificadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a empresa atende hospitais e clínicas na América Latina e auxilia a análise de mais de 150 mil pacientes por mês.

Da análise visual aos dados quantitativos

 Uma dessas soluções é o Agent Neuro, plataforma desenvolvida para auxiliar radiologistas e neurologistas na análise quantitativa de exames de ressonância magnética cerebral. A tecnologia analisa automaticamente estruturas como o hipocampo — região diretamente relacionada à memória e uma das primeiras afetadas pelo Alzheimer —, além de outras áreas cerebrais associadas às doenças neurodegenerativas.

Os resultados são comparados com uma base normativa de indivíduos da mesma idade e sexo, permitindo identificar alterações de volume cerebral e acompanhar sua evolução quando existem exames anteriores. A plataforma não estabelece o diagnóstico de forma isolada, mas fornece dados objetivos que complementam a avaliação clínica.

Tecnologia também chega ao interior do País

 Até poucos anos atrás, recursos avançados de análise volumétrica cerebral estavam disponíveis quase exclusivamente em grandes centros de referência. Além do alto investimento necessário para implementar essa tecnologia, o custo da análise também limitava o acesso de muitos pacientes, que frequentemente precisavam se deslocar para outras cidades em busca desse tipo de exame.

Com a expansão da Entelai no Brasil, essa realidade começou a mudar. A tecnologia passou a integrar a rotina de clínicas e serviços de diagnóstico por imagem em diferentes regiões do país, incluindo cidades do interior. Na prática, exames apoiados por Inteligência Artificial deixaram de ser uma realidade restrita aos grandes centros e passaram a estar mais próximos da população, ampliando o acesso a uma tecnologia antes disponível para poucos.

“A Inteligência Artificial não substitui a experiência médica. Ela amplia a capacidade do especialista de perceber alterações que muitas vezes ainda não são visíveis ao olhar humano e acrescenta dados objetivos à análise, permitindo acompanhar sua evolução com maior precisão”, afirma Mauricio Farez, médico neurologista, CEO e cofundador da Entelai.

Ganhar tempo pode mudar a jornada do paciente

Embora ainda não exista cura para o Alzheimer, identificar alterações em fases iniciais pode mudar significativamente a jornada do paciente. O diagnóstico precoce permite investigar outras causas de comprometimento cognitivo, acompanhar a evolução clínica, avaliar tratamentos disponíveis e orientar pacientes e familiares sobre planejamento, qualidade de vida e cuidados futuros.

“O maior valor da Inteligência Artificial na medicina está em oferecer mais tempo ao médico. Em doenças neurodegenerativas, identificar alterações precocemente amplia as possibilidades de investigação, acompanhamento e tomada de decisão clínica. A tecnologia só faz sentido quando melhora a experiência do profissional de saúde e, principalmente, a vida do paciente”, conclui Farez.

Informe à imprensa: Minalia Trugillo / Enviado Por: RM2 Marketing 

Comente esta matéria

O seu endereço de email não será publicado. Campos requeridos estão marcados *

*

Não serão publicados comentários com xingamentos e ofensas ou que incitem a intolerância ou o crime. Os comentários devem ser sobre o tema da matéria e sobre os comentários que surgirem. As mensagens que não atendam a essas normas serão deletadas. Os que transgredirem essas normas poderão ter interrompido seu acesso a este veículo.

Scroll To Top