
Ancorado em Itajaí (SC), o JAQ H1, uma das embarcações pioneiras a operar com hidrogênio no Brasil, projeto inédito do gênero no mundo, inicia na próxima semana o comissionamento do sistema. (Foto: Roger Galitzki/Revista Náutica / divulgação)
A etapa inclui o primeiro abastecimento dos tanques, a ativação das células a combustível e a verificação integrada de bombas, válvulas, baterias, motores e dispositivos de segurança. O processo deve durar até 15 dias e mobilizar cerca de 20 profissionais, entre engenheiros brasileiros e chineses, responsáveis pelos ajustes, protocolos operacionais e validações necessárias antes do avanço para novas operações.
Julho, 2026 – Após o sucesso da sua primeira aparição na COP30 e, recentemente, da participação no Marina Itajaí Boat Show, quando recebeu centenas de visitas do público e sediou diversas palestras sobre inovação, sustentabilidade e o futuro da navegação, o JAQ H1, embarcação de 36 metros, permanecerá em Itajaí (SC) para uma nova etapa do projeto. O barco, que integra o Projeto JAQ Hidrogênio Verde, desenvolvido pelo Grupo Náutica e idealizado pelo presidente do Grupo Ernani Paciornik, em parceria com a GWM Hydrogen-FTXT, iniciou o primeiro abastecimento dos tanques com H₂. Além disso, serão realizados vários testes para colocar as células a combustível em funcionamento. Ancorado na Marina Itajaí, no litoral catarinense, o barco entra na fase final de verificação e ajuste do sistema antes do avanço para novas operações.
Conhecido tecnicamente como comissionamento, o processo serve para conferir se tanques, bombas, válvulas, baterias, células a combustível, motores e sistemas de segurança funcionam corretamente e de maneira integrada. Em termos simples, é como “ligar a embarcação à tomada” e testar, ponto a ponto, se todos os equipamentos respondem como o previsto antes da navegação.
A validação foi dividida em duas etapas: a primeira, concentrada nas baterias e nos sistemas elétricos da embarcação, ocorreu durante a passagem do JAQ H1 pela COP30, em Belém; a segunda começa agora em Itajaí, em Santa Catarina, e envolve o armazenamento do hidrogênio e o funcionamento das células a combustível fornecidas pela GWM Hydrogen-FTXT. Segundo Davi Lopes, Head da GWM Hydrogen-FTXT Brasil, a divisão foi necessária porque o primeiro abastecimento exige protocolos específicos, análise de riscos e acompanhamento técnico permanente. “É um processo mais demorado porque envolve segurança, procedimentos de operação e diferentes testes. A prioridade é colocar o sistema para funcionar da maneira mais segura possível”, explica.
A operação, realizada com acompanhamento dos engenheiros da GWM, da equipe do Grupo Náutica e em parceria com a Quantus, deve durar até 15 dias e envolver cerca de 20 profissionais. Uma equipe de engenheiros chineses virá ao Brasil exclusivamente para trabalhar ao lado dos especialistas brasileiros no abastecimento, na ativação dos equipamentos, na calibração do sistema e na realização dos testes de segurança.
“Este é um momento muito importante para o projeto e para a transição energética do setor marítimo no Brasil. Depois de demonstrarmos, na COP30, a aplicação do hidrogênio nos sistemas de bordo, avançamos agora para uma etapa decisiva de testes, segurança operacional e validação tecnológica. O conhecimento gerado a partir desse processo poderá contribuir para o desenvolvimento de soluções mais limpas e acelerar a adoção de novas fontes de energia na navegação brasileira”, afirma Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica e idealizador do Projeto JAQ Hidrogênio Verde.
Informe à imprensa: Estefânia Borges / Enviado Por: Rotas Comunicação


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