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Outubro Rosa: cuidado com as mamas não termina na mamografia, o próximo passo é mais importante

Compreender o resultado e ter orientação sobre os próximos passos também fazem parte da atenção à saúde das mulheres, destaca diretor médico da RBD Imagem. (crédito: Comunicação/RBD Imagem)

Compreender o resultado e ter orientação sobre os próximos passos também fazem parte da atenção à saúde das mulheres, destaca diretor médico da RBD Imagem. (crédito: Comunicação/RBD Imagem)

A Bahia contabilizou 374 mil mamografias realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2025, segundo levantamento da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). Neste “Outubro Rosa”, o volume de exames ajuda a colocar em pauta uma pergunta que vai além do agendamento: o que acontece depois que a mulher sai da sala de exame?

A mamografia permite identificar alterações nas mamas e orientar a necessidade de investigação. Seu resultado, porém, precisa ser relacionado à história clínica e discutido com o profissional responsável pelo acompanhamento. Dependendo dos achados, a recomendação pode ser manter os exames de rotina, realizar uma avaliação complementar ou investigar uma alteração suspeita.

“Quando a mulher faz a mamografia, uma etapa importante foi cumprida. Mas ela também precisa saber quando o resultado estará disponível, com quem conversar sobre o laudo e o que fazer em seguida. O exame não deve ser tratado como uma tarefa encerrada, e sim como uma informação que vai orientar o cuidado”, afirma Gustavo Balthazar, diretor médico e de Operações da RBD Imagem.

 A mamografia pode mostrar uma alteração que precisa ser investigada sem que ela seja, necessariamente, uma doença maligna. (crédito: Comunicação/RBD Imagem)

A mamografia pode mostrar uma alteração que precisa ser investigada sem que ela seja, necessariamente, uma doença maligna. (crédito: Comunicação/RBD Imagem)

Complementar a avaliação não significa confirmar um câncer

Um pedido de novas imagens, ultrassonografia e biópsia pode gerar preocupação, mas não representa, por si só, um diagnóstico de câncer. Segundo Gustavo Balthazar, “na grande maioria das vezes, a investigação adicional não aponta malignidade. Segundo a American Cancer Society, mais de 90% das mulheres convocadas para complementar o exame de mamografia de rastreamento têm achados beningos”. Essa complementação é uma conduta relativamente comum e têm indicações diferentes e ajudam a esclarecer os achados. A mamografia pode mostrar uma alteração que precisa ser investigada sem que ela seja, necessariamente, uma doença maligna.

“Precisar de uma avaliação complementar não significa receber uma confirmação de câncer. Significa que há uma questão a esclarecer. Explicar essa diferença é importante para que a paciente não interprete o pedido como uma sentença, mas também não deixe de seguir a orientação recebida”, destaca Balthazar.

O próprio laudo pode trazer expressões técnicas difíceis de compreender fora do contexto médico. Por isso, a leitura isolada do documento não substitui a conversa com o profissional de saúde. Esclarecer o significado dos achados e as recomendações permite que a paciente participe das decisões sem precisar interpretar sozinha informações complexas.

Fonte: Comunicação – RBD IMAGEM

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