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EUA projetam 1,9 milhão/ano de vagas na área da saúde e déficit de 141 mil médicos até 2038

Envelhecimento da população amplia demanda; estrangeiros podem suprir carências, mas precisam cumprir exigências de formação, licenciamento e imigração. (Reprodução Google)

Envelhecimento da população amplia demanda; estrangeiros podem suprir carências, mas precisam cumprir exigências de formação, licenciamento e imigração. (Reprodução Google)

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Os dados salariais mais recentes do órgão, referentes a maio de 2025, mostram remuneração anual média de US$97.550 para enfermeiros registrados, US$102.760 para fisioterapeutas e US$275.930 para médicos e cirurgiões.

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Os Estados Unidos deverão registrar cerca de 1,9 milhão de oportunidades de trabalho por ano na área de saúde entre 2025 e 2035, segundo as projeções mais recentes do Departamento do Trabalho americano. O volume reúne a expansão do emprego e a necessidade de substituir trabalhadores que deixam essas ocupações. Ao mesmo tempo, estimativas federais apontam uma insuficiência de profissionais para atender à população, especialmente em determinadas especialidades e regiões.

A Health Resources and Services Administration (HRSA), vinculada ao Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, projeta um déficit de 141 mil médicos até 2038. Das 35 especialidades analisadas, 30 deverão apresentar escassez, caso persistam os padrões considerados pelo modelo, como formação de novos profissionais, aposentadorias e participação no mercado de trabalho.

Para Rodrigo Costa, CEO da Viva America, assessoria imigratória para quem deseja estudar, morar e trabalhar nos EUA, o cenário reforça a importância de integrar profissionais qualificados de outros países ao sistema de saúde americano.

“Profissionais estrangeiros podem contribuir para ampliar a capacidade de atendimento e fortalecer equipes em regiões que enfrentam dificuldades para contratar. Para os brasileiros, essa possibilidade precisa ser acompanhada de um planejamento que considere a formação exigida, o inglês, o licenciamento profissional e a autorização para trabalhar”, afirma.

Demanda cresce, mas a escassez varia conforme a região

O envelhecimento da população e a necessidade de atendimento a doenças crônicas estão entre os fatores que sustentam a procura por profissionais. Na enfermagem, o Departamento do Trabalho prevê crescimento de 6% no emprego de enfermeiros registrados, entre 2025 e 2035, com aproximadamente 180.800 oportunidades anuais. Para fisioterapeutas, a projeção é de expansão de 12% e cerca de 13.400 oportunidades por ano.

A distribuição dos profissionais também pesa no acesso ao atendimento. Segundo a HRSA, a oferta de médicos nas áreas não metropolitanas deverá ficar 58% abaixo da demanda projetada em 2038, enquanto nas áreas metropolitanas a insuficiência estimada será de 5%. Na atenção primária, o déficit nacional previsto é de 70.610 médicos.

“É importante olhar além das cidades mais conhecidas. A necessidade de profissionais muda conforme a região, a especialidade e o tipo de instituição. Identificar onde existe demanda compatível com o próprio perfil é uma etapa importante para construir uma carreira nos Estados Unidos”, diz Costa.

Estrangeiros já integram a força de trabalho da saúde

A presença de trabalhadores nascidos fora dos Estados Unidos já é expressiva. Um cálculo com base nos totais e percentuais publicados pelo Departamento do Trabalho americano para 2025 indica aproximadamente 3,1 milhões de pessoas nascidas no exterior empregadas em ocupações clínicas, técnicas e de apoio à saúde. A classificação considera o local de nascimento, incluindo pessoas que posteriormente se naturalizaram americanas.

Na avaliação de Costa, essa participação ajuda a conectar a demanda por atendimento à disponibilidade de profissionais com diferentes experiências e qualificações.

“A contribuição dos estrangeiros vai além de preencher posições. Na sua grande maioria, eles são altamente qualificados, trazem experiência profissional e conhecimento de diferentes contextos culturais, que podem favorecer a comunicação com pacientes e o trabalho das equipes”, afirma.

Comparação de salários entre EUA e Brasil

Os dados salariais mais recentes do órgão, referentes a maio de 2025, mostram remuneração anual média de US$97.550 para enfermeiros registrados, US$102.760 para fisioterapeutas e US$275.930 para médicos e cirurgiões.

Na enfermagem americana, os 10% com menores remunerações recebiam menos de US$68.940 anuais, enquanto os 10% mais bem remunerados superavam US$137.470. A mediana nacional equivale a aproximadamente US$8.129 mensais, pela divisão do valor anual por 12.

No Brasil, uma referência oficial para a categoria é o piso nacional de R$ 4.750 mensais para enfermeiros, considerando jornada de 44 horas semanais, conforme orientação do Ministério da Saúde. Esse valor é um piso, e não a remuneração mediana dos profissionais brasileiros; por isso, não permite uma comparação direta com o indicador americano.

“Ganhar em dólar pode ser um atrativo, mas a decisão precisa considerar quanto efetivamente sobra ao fim do mês. Moradia, impostos, seguros, jornada de trabalho e os custos para obter a habilitação profissional fazem parte dessa conta”, ressalta o CEO da Viva America.

Demanda não dispensa habilitação profissional

Para quem se formou no exterior, o ingresso no mercado exige atenção às regras de cada profissão e estado. O USCIS prevê certificação específica para determinadas categorias de trabalhadores estrangeiros da saúde, com verificação de requisitos como educação, treinamento, licenciamento, experiência e proficiência em inglês. Essa certificação não substitui a autorização profissional para exercer a atividade.

“O planejamento deve reunir carreira, imigração e organização financeira e familiar. Entender as etapas antes da mudança ajuda o profissional a estabelecer prazos e a se preparar para aproveitar as oportunidades”, conclui Costa.

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Sobre a Viva América

A Viva América – assessoria imigratória all-in-one – oferece serviços para quem deseja viajar a lazer, estudar, trabalhar ou morar permanentemente nos EUA, como: aplicação para todos os vistos americanos, internacionalização de empresas, planejamento contábil e tributário para empresas e pessoas físicas, recolocação profissional, revalidação de diplomas, compra e locação de imóveis, financiamento imobiliário e assessoria educacional para a matrícula em escolas e a obtenção de bolsas de estudo. Mais informações:  www.vivaamerica.com.br

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Por: Letícia Pereira / Comunicação da Viva América

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