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Pioneira no mundo: ‘Expedição Coral Vivo Royal Charlotte’ é destacada em revista internacional

Estudo inédito traz análise de região da costa brasileira nunca antes explorada. Foto: divulgação

Estudo inédito traz análise de região da costa brasileira nunca antes explorada. Fotos: divulgação.

A ‘Expedição Coral Vivo Royal Charlotte’, realizada em julho do ano passado pela Rede de Pesquisas Coral Vivo, acaba de ter seu resultado publicado no relevante periódico científico internacional ‘Estuarine, Coastal and Shelf Science’. A pesquisa pioneira no Banco Royal Charlotte, um alargamento da plataforma continental localizado ao norte do Banco dos Abrolhos, na Bahia, fez um mapeamento biológico preliminar inédito desse local nunca antes explorado e, até então, desconhecido pela ciência.

Com a coordenação do Prof. Paulo Sumida, do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP), o grupo de pesquisadores liderado por Fábio Negrão (coordenador regional do Reef Check Brasil no sul da Bahia e coordenador de Sensibilização do Coral Vivo), Thais Melo (bióloga e coordenadora de educação Coral Vivo) e Carlos Henrique Lacerda (coordenador regional de Pesquisas do Projeto Coral Vivo) puderam comprovar que a região tem uma biodiversidade elevada e que já sofre impactos do ser humano.

As principais descobertas feitas pela equipe foram a presença de diferentes tipos de ecossistemas, incluindo bancos de rodolitos, recifes de corais, florestas de macroalgas e planícies calcárias. Além disso, uma biodiversidade elevada e muito similar a Abrolhos foi encontrada, incluindo espécies ameaçadas e endêmicas do Brasil. A pesquisa trouxe ainda um alerta sobre a conservação do Banco Royal Charlotte, que já apresenta sinais do impacto do aquecimento global. Foram observados corais com grau máximo de branqueamento, consequência da alta temperatura dos oceanos. Outro ponto negativo, mas que precisa ter o estudo mais aprofundado, é o possível impacto ambiental que a intensa atividade pesqueira local traz para o ecossistema.

“O Brasil tem planos de manejo e conservação marinha que abrangem diversos locais da nossa costa, mas o Banco Royal Charlotte não está incluído. É urgente incorporar esse local tão rico e já ameaçado nas políticas de preservação da fauna marinha brasileira”, afirma Miguel Mies, coordenador de Pesquisas do Projeto Coral Vivo e pesquisador associado do IO-USP.

A expedição foi liderada por Fábio Negrão e durou dez dias. Como a região é de difícil acesso e não há nenhuma ilha por perto, a equipe ficou embarcada durante esse período e adotou todos os protocolos de segurança necessários. Os três pesquisadores realizaram testes de Covid-19 antes do início e ficaram em isolamento total por 15 dias.

O Banco Royal Charlotte tem aproximadamente 100 km de extensão, uma profundidade que varia entre 70 m e 3.000 m e abriga rica biodiversidade marinha, sendo comuns grandes peixes, como atuns e marlins. A área faz parte do Plano de Ação Nacional para Conservação de Ambientes Coralíneos, o PAN Corais, que contempla 52 espécies ameaçadas de extinção e tem objetivo geral de melhorar o estado de conservação dos ambientes coralíneos por meio da redução dos impactos antrópicos, ampliação da proteção e do conhecimento, com a promoção do uso sustentável e da justiça socioambiental.

Sobre o Projeto Coral Vivopioneia 2

O Projeto Coral Vivo é patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental e trabalha com pesquisa, educação, políticas públicas, comunicação e sensibilização para a conservação e a sustentabilidade socioambiental dos ambientes recifais e coralíneos do Brasil. Concebido no Museu Nacional/UFRJ, hoje é realizado por catorze universidades e institutos de pesquisa. Está vinculado ao Instituto Coral Vivo, que é o coordenador executivo do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Ambientes Coralíneos (PAN Corais). Esse documento de pactuação está sendo realizado com a coordenação geral do Cepsul/ICMBio. Além disso, o Coral Vivo integra a Rede BIOMAR, junto com os projetos Albatroz, Baleia Jubarte, Golfinho Rotador Meros do Brasil e Tamar. Patrocinados pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, eles atuam de forma complementar na conservação da biodiversidade marinha do Brasil. As ações do Projeto Coral Vivo são viabilizadas também pelo copatrocínio do Arraial d’Ajuda Eco Parque. Mais informações: www.coralvivo.org.br.
Eloah Bandeira – Palavra Assessoria em Comunicação / Projeto Coral Vivo

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