REVISTA DIGITAL

Guanambi . Bahia .
Você está aqui: Capa » Agronegócios » Responsável por mais de 20% do PIB nacional, agronegócio é impactada pela Reforma Tributária

Responsável por mais de 20% do PIB nacional, agronegócio é impactada pela Reforma Tributária

Tendo 2025 marcando o início da transição para o novo modelo, a coordenadora fiscal da Agrex do Brasil e Synagro, Kesia Oliveira, destaca a necessidade de planejamento e adaptação estratégica para produtores rurais. (TMF Fertilizantes / reprodução)

Tendo 2025 marcando o início da transição para o novo modelo, a coordenadora fiscal da Agrex do Brasil e Synagro, Kesia Oliveira, destaca a necessidade de planejamento e adaptação estratégica para produtores rurais. (TMF Fertilizantes / reprodução).

Aprovada por meio da Emenda Constitucional (EC) 132/23 e complementada pela Lei Complementar 214/25, a Reforma Tributária trouxe mudanças significativas ao sistema fiscal brasileiro. Para o agronegócio – setor que responde por cerca de 22% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP) – a transição para o novo modelo representa desafios e oportunidades que exigem planejamento e estratégia. Com a substituição gradual dos tributos atuais pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), o setor rural precisará reestruturar sua gestão tributária para se adequar às novas exigências.

“A transição, prevista para ocorrer até 2033, demanda um olhar atento das empresas para garantir o cumprimento das obrigações fiscais e mitigar impactos financeiros”, ressalta a coordenadora fiscal da Agrex do Brasil e Synagro, Kesia Oliveira. Para ela, outro ponto que deve ser observado é a convalidação de contribuições estaduais, como o Fundo Estadual de Infraestrutura (Fundeinfra) e o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), que incidem sobre a comercialização da produção rural. “A manutenção desses fundos pode impactar diretamente a competitividade do setor, tornando essencial que produtores e empresas avaliem estrategicamente seus efeitos sobre os custos operacionais”, explica.

Apesar dos desafios, a reforma também trará efeitos positivos, como a simplificação do sistema tributário e a manutenção da desoneração das exportações. “Se bem implementada, a reforma pode reduzir a burocracia e melhorar a competitividade do agronegócio no mercado internacional”, destaca Kesia. No entanto, com 2025 marcando o início dessa mudança, empresas e produtores rurais devem se preparar para as novidades, investindo em capacitação, planejamento tributário e novas estratégias de gestão. “O sucesso dessa transformação dependerá do equilíbrio entre simplificação e manutenção de condições favoráveis ao setor. Estar bem-informado e contar com o suporte adequado será essencial para enfrentar esse novo momento”, conclui a coordenadora fiscal.

Sobre a Agrex do Brasil

A Agrex do Brasil é subsidiária do Grupo Mitsubishi no setor do agronegócios brasileiro. Atua nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí, Pará, Bahia, Mato Grosso e Goiás, oferecendo produtos e serviços à cadeia produtiva de grãos. Sua matriz fica em Goiânia, no estado de Goiás.

Informe à imprensa por: Kasane Comunicação Inteligente

Comente esta matéria

O seu endereço de email não será publicado. Campos requeridos estão marcados *

*

Não serão publicados comentários com xingamentos e ofensas ou que incitem a intolerância ou o crime. Os comentários devem ser sobre o tema da matéria e sobre os comentários que surgirem. As mensagens que não atendam a essas normas serão deletadas. Os que transgredirem essas normas poderão ter interrompido seu acesso a este veículo.

Scroll To Top