REVISTA DIGITAL

Guanambi . Bahia .
Você está aqui: Capa » Agronegócios » Do campo ao cimento: como a biomassa ajuda a reduzir a pegada de carbono da construção civil

Do campo ao cimento: como a biomassa ajuda a reduzir a pegada de carbono da construção civil

Coprocessamento de resíduos, como casca de arroz, oferece mais opções à indústria para substituir combustíveis fósseis e evita emissão de toneladas de CO² na atmosfera diariamente. (Divulgação)

Coprocessamento de resíduos, como casca de arroz, oferece mais opções à indústria para substituir combustíveis fósseis e evita emissão de toneladas de CO² na atmosfera diariamente. (Divulgação)

São Paulo, janeiro de 2025 – Para unir crescimento, competitividade e sustentabilidade, a indústria do cimento tem investido em soluções inovadoras. Uma delas é o coprocessamento, tecnologia que substitui combustíveis fósseis tradicionais e matérias-primas não renováveis, como carvão mineral e coque de petróleo, por resíduos industriais, urbanos, pneus usados e biomassas como a casca de arroz, que vem sendo cada vez mais utilizada principalmente no Sul do país, grande região produtora do cereal.

Atualmente, as fábricas da InterCement Brasil coprocessam cerca de 1.000 toneladas de resíduos por dia, evitando a emissão de aproximadamente 155 mil toneladas de CO₂ ao ano. Em uma comparação prática, essa quantidade equivale à retirada de 17 mil automóveis poluentes das ruas. Pioneira nessa prática desde os anos 1990, a empresa fez do coprocessamento um dos pilares estratégicos de sua operação.

Segundo Cristiano Ferreira, gerente de Coprocessamento da companhia, outro destaque está na matriz energética. “Hoje, a média Brasil de energia térmica usada nos nossos fornos e que vêm de biomassas, consideradas carbono neutro, é de 27%. E, em algumas unidades da InterCement Brasil, esse índice supera os 40%”, ressalta. O resultado dessa inovação é uma produção mais sustentável e alinhada aos princípios da economia circular.

Para o coprocessamento, as fábricas usam diferentes tipos de resíduos, conforme a região. Em Cezarina (GO), Campo Formoso (BA), Candiota (RS) e Ijaci (MG), por exemplo, são usadas as biomassas (restos de resíduos orgânicos, como casca do arroz) e o CDR, um combustível derivado de materiais que não servem para a biodigestão – processo que transforma resíduos orgânicos em energia renovável. Fazem parte deste grupo os resíduos plásticos, papel, têxteis, madeira, minerais e embalagens compostas.

Biomassa de casca de arroz

Do campo ao cimento, o processo ocorre da seguinte maneira: após serem geradas, em sua maioria, em processos agrícolas, durante o beneficiamento da matéria-prima ou na colheita, as biomassas são coletada e transportadas para a fábrica de cimento. Ali, esse material, que pode ser coprocessado juntamente com outros resíduos, é adicionado aos fornos cujas temperaturas atingem até 1.500∘𝐶. Essa queima em altas temperaturas gera o calor necessário para o processo de produção do cimento.  “Transforma-se assim um resíduo que seria descartado em um recurso valioso, promovendo a economia circular”, ressalta Cristiano Ferreira, Gerente de Coprocessamento da InterCement Brasil.

Segundo o executivo, uma das unidades da empresa no Rio Grande do Sul, que tem grande uso de biomassas, consome aproximadamente 4.000 toneladas/mês. “Isso representa uma redução de 40% das emissões de gases comparado com o uso de combustível fóssil”, destaca Cristiano Ferreira.

Impacto social

Além dos benefícios ambientais e de economia, o coprocessamento gera impacto positivo nas comunidades próximas, promovendo incremento de renda, fortalecendo vínculos, fomentando o desenvolvimento local e ampliando o alcance da sustentabilidade. Projetos sociais associados ao uso de biomassas, por exemplo, têm conectado cooperativas, produtores e extrativistas de frutos nativos de cada região, que passam a fornecer resíduos orgânicos para uso nos fornos de cimento como fonte de energia térmica.

O coprocessamento também evita o descarte inadequado de resíduos em ruas, rios e lixões. Ainda de acordo com o gerente de Coprocessamento da InterCement Brasil, Cristiano Ferreira, mais do que uma alternativa tecnológica, a prática já faz parte da cultura da empresa e aponta para o futuro do setor cimenteiro. “Ao transformar resíduos em energia e reduzir significativamente as emissões, reforçamos nosso compromisso com a descarbonização e com um modelo de produção mais eficiente e sustentável”, conclui.

Sobre a InterCement Brasil

A InterCement Brasil é uma das líderes na produção de cimento no país e referência no uso de combustíveis alternativos, contribuindo para a redução de emissões e o avanço da sustentabilidade ambiental. Com mais de cinco décadas de história, a empresa conta hoje com 14 unidades industriais, 10 delas ativas na produção de cimento, que distribuem para todas as regiões do Brasil. Por meio das marcas Cauê, Goiás e Zebu, atende clientes de diversos segmentos, do pequeno varejo a grandes obras. Com atuação segura e responsável, a InterCement Brasil também promove o desenvolvimento das comunidades onde está presente por meio de iniciativas sociais e de impacto positivo.

Informe à imprensa: Lucíola Correa / Enviado Por: Fato Relevante Comunicação

Comente esta matéria

O seu endereço de email não será publicado. Campos requeridos estão marcados *

*

Não serão publicados comentários com xingamentos e ofensas ou que incitem a intolerância ou o crime. Os comentários devem ser sobre o tema da matéria e sobre os comentários que surgirem. As mensagens que não atendam a essas normas serão deletadas. Os que transgredirem essas normas poderão ter interrompido seu acesso a este veículo.

Scroll To Top