
Empresa familiar que nasceu em Formosa (GO) e se consolidou no Cerrado avança em boas práticas, amplia áreas certificadas e transforma gestão com foco em ESG. (Divulgação)
A trajetória da Fazenda Sementes Produtiva acompanhou o movimento de expansão da agricultura brasileira nas últimas décadas. Seu fundador, Oscar Stroschon, saiu do Rio Grande do Sul como pequeno produtor para desbravar o Cerrado, e com muita dedicação assistiu o negócio crescer. De uma operação agrícola, a empresa evoluiu para uma empresa estruturada com atuação em produção de sementes e foco contínuo em práticas ESG.
Hoje, a gestão é compartilhada com a nova geração. Gustavo Schadeck lidera as áreas financeira e comercial, enquanto Daniel Schadeck Stroschon é responsável pelas operações agrícolas. Juntos, conduzem a continuidade de um modelo que sempre combinou produção com visão de mercado.
Ao longo dos anos, a empresa ampliou sua atuação, passou a produzir sementes para grandes companhias e estruturou sua própria área comercial, consolidando presença no mercado nacional. “Essa evolução também incluiu a participação em iniciativas estratégicas do setor, que trouxeram novas referências de gestão, governança e eficiência operacional”, realça Gustavo.
Contribuição da certificação RTRS na evolução dos negócios
Nos últimos dez anos, o crescimento foi acompanhado por avanços importantes em processos e estrutura, compartilha Gustavo. De acordo com ele, a Fazenda Sementes passou a operar com balanço auditado, implementou sistemas de gestão como o SAP, ampliou padrões de qualidade e conquistou certificações ambientais e de gestão.
“Também investimos em clima organizacional. E isso nos levou a ganhar um reconhecimento como uma das empresas mais admiradas para se trabalhar no agronegócio”, completa o diretor Financeiro e Comercial.
Dentro desse processo de evolução, a certificação da Mesa Global da Soja Responsável (RTRS) marcou um novo momento para a empresa desde 2024. Na prática, esse passo se tornou mais do que um selo; a certificação trouxe uma mudança concreta na cultura e na gestão.
“A RTRS ajudou a organizar, formalizar e dar visibilidade a práticas que já existiam, mas que não estavam estruturadas. Hoje, conseguimos medir, acompanhar e evoluir com base em indicadores claros”, destaca Daniel.
Atualmente, a empresa possui mais de 11 mil hectares certificados, com variação anual de acordo com o planejamento agrícola de cada safra. A certificação abrange, principalmente, a produção de soja e milho.
E por entenderem a importância de fazer parte da mesa global decidiram, em 2025, integrar a RTRS como membros para participar das grandes decisões que impactam a cadeia de valor da soja e contribuir com seus conhecimentos ao setor.
Impacto positivo nos indicadores
A adoção de critérios da RTRS impulsionou a criação de indicadores de desempenho, monitoramento de emissões, controle do uso de água e redução de insumos químicos, além de acelerar a adoção de práticas como o uso de biológicos, rotação de culturas e manejo regenerativo do solo.
Na prática, isso se traduziu em ganhos operacionais. “Quando você passa a medir, você melhora. Conseguimos aumentar a eficiência, reduzir custos e tomar decisões mais precisas dentro da operação”, explica Daniel.
Outro resultado relevante foi o fortalecimento da cultura interna. Segundo o coordenador de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Eduardo Caneo, a certificação aumentou o engajamento das equipes e trouxe mais consciência sobre as práticas do dia a dia. “Hoje, todos entendem o processo, participam e valorizam as boas práticas. Isso virou parte da rotina”, discorre.
A certificação também impulsionou novos projetos, como programas de educação ambiental com escolas, monitoramento da biodiversidade nas áreas de reserva legal e a ampliação do uso de tecnologias para controle de emissões e eficiência produtiva.
Para o fundador da empresa, Oscar Stroschon, esse movimento é fundamental para o negócio e para o posicionamento do agro brasileiro. “A certificação nos ajuda a mostrar, com evidências, o quanto a agricultura é sustentável, eficiente e responsável. Isso fortalece o setor e melhora a comunicação com a sociedade”, ressalta.
Segundo ele, a sustentabilidade deixou de ser uma exigência e passou a ser uma condição para a atividade. “Produzir a céu aberto exige adaptação constante. Ser sustentável, do ponto de vista econômico, social e ambiental, é o que garante a continuidade do negócio”, completa.
Além dos ganhos internos, a certificação já começa a gerar retorno direto. A empresa observa oportunidades de bonificação e maior acesso a mercados, especialmente no caso da soja certificada. Embora ainda em evolução, esse movimento reforça o potencial econômico das práticas sustentáveis.
A experiência da Fazenda Sementes também evidencia um ponto importante para o setor: grande parte das práticas exigidas por certificações já faz parte da rotina do produtor. O desafio está na formalização, no monitoramento e na comunicação desses resultados.
“A certificação não é um fim, é um meio para melhorar a gestão, aumentar a eficiência e abrir novas oportunidades”, resume Oscar.
Maior conscientização dos colaboradores
Na visão de Jéssica Leite Jorge, scheme Coordinator RTRS e certifier da Union Control, a trajetória da Fazenda Sementes Produtiva ao longo dos últimos três anos ilustra como a certificação RTRS tem impulsionado transformações estruturais e operacionais no campo.
“Desde a auditoria inicial, a propriedade vem apresentando uma evolução consistente, marcada pelo amadurecimento na gestão dos requisitos, fortalecimento dos controles internos e maior conscientização dos colaboradores sobre os ganhos associados às boas práticas”, compartilha Jéssica.
Com isso, a Fazenda Sementes consolida um modelo que alia tradição, inovação e sustentabilidade, reforçando o papel do agro brasileiro como protagonista global em produção responsável.
Sobre a RTRS
Fundada em 2006 em Zurique, na Suíça, a Mesa Global da Soja Responsável (RTRS, na sigla em inglês) é uma associação internacional sem fins lucrativos que estabelece padrões competitivos e confiáveis e desenvolve soluções para promover a produção, o comércio e o uso de soja sustentável.
Como uma mesa redonda global multissetorial, a RTRS atua por meio da cooperação entre os diversos atores da cadeia de valor da soja — da produção ao consumo — oferecendo uma plataforma global de diálogo multilateral sobre soja responsável.
Como provedora de soluções, a RTRS desenvolve padrões de certificação para a produção de soja e para a cadeia de custódia, além de ferramentas como a Plataforma Online — que permite o rastreamento e o registro das certificações RTRS, dos volumes de produção e do material certificado — e a Calculadora de Pegada de Soja e Milho, entre outras ferramentas. (Mais informações: https://responsiblesoy.org/)
Informações para a imprensa: Attuale Comunicação





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