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FMUSP atesta que comunicação médica eficaz fortalece a confiança e a satisfação dos pacientes

Competências do médico, expectativas dos pacientes e contexto do atendimento determinam a qualidade da relação e influenciam diretamente os resultados em saúde. (Reprodução Grupo Ibis)

Competências do médico, expectativas dos pacientes e contexto do atendimento determinam a qualidade da relação e influenciam diretamente os resultados em saúde. (Reprodução Grupo Ibis)

São Paulo, 29 de abril de 2026 — Um estudo conduzido por pesquisadores do Centro de Desenvolvimento de Educação Médica (CEDEM), da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), revela que a qualidade da comunicação entre médicos e pacientes vai muito além da troca de informações: ela é determinante para a confiança e a satisfação com o atendimento — fatores essenciais para melhores resultados em saúde.

Publicado na revista científica Clinics, o estudo “Doctor competencies, patient expectations and healthcare context: connecting communication to satisfaction and trust” investigou como diferentes fatores influenciam a percepção dos pacientes sobre o cuidado recebido. A pesquisa foi realizada com 60 pacientes atendidos no Hospital das Clínicas da FMUSP, em São Paulo.

Três fatores-chave moldam a experiência do paciente

Os resultados mostram que a relação entre comunicação médica e a confiança do paciente é mediada por três dimensões principais:

  • Competências do médico: tanto habilidades clínicas quanto relacionais (como escuta ativa, empatia e clareza nas explicações) são fundamentais para construir uma relação de confiança.
  • Subjetividade do paciente: percepções individuais, experiências prévias e expectativas influenciam diretamente a forma como o atendimento é avaliado.
  • Contexto do sistema de saúde: fatores como o prestígio do hospital, o fato de ser um hospital de ensino e até aspectos culturais e religiosos impactam a confiança depositada no médico.

Comunicação impacta resultados em saúde

Segundo o estudo, a satisfação e a confiança não são apenas percepções subjetivas: elas influenciam diretamente o engajamento do paciente, a adesão ao tratamento e, consequentemente, os desfechos clínicos.

A pesquisa reforça que a comunicação é um componente central da prática médica e deve ser tratada como competência essencial na formação e no desenvolvimento profissional de médicos.

“A comunicação eficaz é um dos pilares da prática médica de qualidade. Quando o médico consegue aliar competência técnica a uma escuta atenta e empática, cria-se um ambiente de confiança que impacta diretamente a experiência e os resultados do paciente. Nossos achados mostram que investir na formação dessas competências é fundamental para um sistema de saúde mais humano e resolutivo”, afirma Profa. Dra. Patricia Tempski, professora associada de Educação Médica e coordenadora do Centro de Desenvolvimento de Educação Médica (CEDEM).

Implicações para a formação médica

Os autores destacam que compreender melhor os fatores que conectam comunicação, confiança e satisfação permite desenvolver estratégias educacionais mais eficazes, voltadas à formação de profissionais mais preparados para lidar com as necessidades dos pacientes em diferentes contextos.

O estudo contribui para o avanço da educação médica ao evidenciar que habilidades comunicacionais devem ser ensinadas e avaliadas com o mesmo rigor que competências clínicas.

Clique aqui para acessar o artigo completo.

*Nota: Ao divulgar o DOI, você contribui para aumentar a visibilidade do estudo e fortalecer o reconhecimento da pesquisa científica brasileira. A FMUSP conta com o seu apoio!

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Sobre a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo:
A Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) é reconhecida globalmente por sua excelência acadêmica e inovação em ensino e pesquisa médica. Fundada em 1912, oferece cursos de graduação em Medicina, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional e Física Médica. 

Com mais de 1.400 alunos na graduação e mais de 1.800 na pós-graduação, a FMUSP é um centro de pesquisa com mais de 60 laboratórios e 230 grupos de pesquisa.

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 Fonte: Assessoria de Imprensa
Faculdade de Medicina da USP

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