
Projeto-piloto da TecnoSpeed integra TEF e ERP para ajudar Software Houses a adequar sistemas à nova fiscalização do varejo presencial. (Reprodução Confis)
São Paulo, julho de 2026 – As Secretarias da Fazenda estaduais estão avançando sobre uma nova etapa de fiscalização em tempo real no varejo presencial brasileiro. Ao menos cinco Unidades da Federação já possuem normas em vigor ou em fase de implementação para exigir a vinculação automática entre pagamentos eletrônicos, como cartão e Pix, e documentos fiscais eletrônicos, especialmente a Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica. Nesse cenário, a TecnoSpeed, empresa paranaense de tecnologia para Software Houses, com 19 anos de atuação e presença em 25% do mercado brasileiro de software, lança um projeto-piloto de infraestrutura completa de Transferência Eletrônica de Fundos, operado e gerido de ponta a ponta pela companhia.
A solução permite que desenvolvedores integrem funcionalidades de pagamento eletrônico e conciliação financeira diretamente aos ERPs comerciais que desenvolvem, sem a necessidade de estruturar separadamente contratos e integrações com adquirentes, conciliadores ou operadoras de pagamento. A proposta é atender à mudança regulatória que começa a exigir, em diferentes estados, um ecossistema unificado entre sistema de gestão, TEF, emissão fiscal e dados da transação financeira.
Na prática, legislações estaduais passaram a proibir o preenchimento manual de dados de pagamento no sistema de vendas, exigindo que o comprovante eletrônico esteja vinculado ao documento fiscal e que as informações sejam preenchidas automaticamente no XML da NFC-e ou da NF-e. Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraíba, Ceará e Goiás estão entre os estados que já possuem regras específicas sobre o tema. Goiás tem cronograma escalonado de implementação entre 2025 e 2026, pela Instrução Normativa SEFAZ-GO nº 1.608/2025, enquanto o Ceará publicou a Instrução Normativa nº 87/2025, abrangendo transações realizadas por meios eletrônicos de pagamento.
Segundo Jonathan Santos, CEO da TecnoSpeed, a mudança cria um novo padrão técnico para o varejo físico e para as empresas que desenvolvem sistemas de gestão. “A frente de caixa está deixando de ser um ponto isolado da operação. O pagamento, a emissão fiscal e a conciliação precisam conversar em tempo real, sem intervenção manual. Para a Software House, o desafio é entregar essa integração com segurança, escala e aderência às regras de cada estado, sem precisar reconstruir toda a infraestrutura do zero”, afirma.
O impacto é direto para Software Houses, ERPs comerciais, varejistas presenciais e setores de alto fluxo, como supermercados, farmácias, restaurantes, lojas de vestuário e serviços. A integração TEF e ERP automatiza etapas que vão da abertura da venda no caixa até a transmissão da nota fiscal à Secretaria da Fazenda, reduzindo divergências entre valor pago e valor declarado, erros operacionais, manipulação manual de informações e retrabalho de conciliação.
Para Jonathan, o avanço regulatório deve ser entendido como uma mudança estrutural na forma como o varejo presta contas ao fisco. “Não se trata apenas de adaptar um campo no sistema. O varejo presencial passa a operar em um ambiente em que pagamento e documento fiscal precisam nascer conectados. Isso muda a responsabilidade técnica das Software Houses e aumenta a importância de uma infraestrutura pronta, homologável e capaz de acompanhar diferentes legislações estaduais”, explica.
As obrigações não se aplicam a MEIs, vendas realizadas por plataformas de e-commerce ou pagamentos em domicílio, conforme exceções previstas nas legislações estaduais. O foco está no comércio presencial com pagamento eletrônico no ponto de venda. Entre os meios contemplados estão cartão de crédito, cartão de débito e Pix, hoje centrais na rotina do varejo brasileiro.
Com o projeto-piloto, a TecnoSpeed busca posicionar sua infraestrutura como uma camada de adequação para o ecossistema de Software Houses. Por atuar diretamente com empresas que desenvolvem ERPs, uma única integração pode ser replicada em diferentes sistemas comerciais, acelerando a adequação de redes varejistas, lojas independentes e operações presenciais que dependem de emissão correta, conciliação automática e rastreabilidade fiscal.
Informe à imprensa: Iago Almeida / Enviado Por: Mention


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