
“Neste modelo de negócios, a usina vende o carbono a uma outra empresa que irá armazená-lo, o que torna o retorno sobre o investimento excepcionalmente atrativo”. (Foto: Portal da Industria – reprodução)
São Paulo, 20 de agosto de 2026 – A história do setor sucroenergético é marcada por Pesquisa & Desenvolvimento, que transformam passivos, resíduos e sobras da cana em ativos financeiros e ambientais. A vinhaça virou fertilizante, o bagaço e a palha passaram a ser usados como insumos para produção de energia elétrica, etanol de segunda geração, soluções da química verde, entre tantos outros produtos. Um novo capítulo avança agora com a captura e armazenamento de carbono (Carbon Capture and Storage, ou CCS na sigla em inglês).
O assunto será apresentado em detalhes na segunda edição do Carbonless Summit, evento que será realizado em 02 de setembro no Centro de Convenções da Cana do Instituto Agronômico de Campinas (IAC). O local fica no mesmo espaço onde é realizada a Agrishow em Ribeirão Preto (SP), polo do setor sucroenergético nacional.
De acordo com Everton Oliveira, um dos organizadores do Carbonless Summit e presidente da Hidroplan, o CCS abre oportunidade de receita para as usinas de etanol com investimento zero. “Neste modelo de negócios, a usina vende o carbono a uma outra empresa que irá armazená-lo, o que torna o retorno sobre o investimento excepcionalmente atrativo.” O executivo explica que o CO₂ gerado na fabricação de etanol está praticamente pronto para ser estocado, devido ao elevado grau de concentração – diferentemente de outros setores em que precisa ser separado de outros gases.
“Na produção de etanol, a fermentação converte os açúcares em álcool e libera CO₂ praticamente puro, que na maior parte das usinas é simplesmente liberado para a atmosfera. Entretanto, esse fluxo relativamente concentrado de CO₂ oferece uma oportunidade singular”, sublinha Oliveira, que complementa: “após sua compressão, o CO₂ pode ser transportado e armazenado de forma permanente em reservatórios geológicos profundos. Como o carbono originalmente foi retirado da atmosfera pela fotossíntese e deixa de retornar ao ciclo atmosférico, o resultado líquido é a remoção de CO₂ da atmosfera.”
A monetização deste CO2 para as usinas ocorre, por exemplo, pela sua simples venda a empresas que planejam armazená-lo, em modalidades mais avançadas que preveem a comercialização de créditos de carbono, a certificação do etanol com pegada negativa, a geração de mais CBios a partir de nota mais alta no RenovaBio, acesso a fundos globais bilionários dedicados à sustentabilidade, ingresso diferenciado a mercados verdes em expansão como os de aviação e navegação comercial, entre outras possibilidades.
A cadeia de CCS passa por tecnologias desenvolvidas e aperfeiçoadas há anos no desenvolvimento de técnicas de produção de petróleo. Toda a ciência e tecnologia de ponta já consagradas na indústria do petróleo agora estão prontas para ampliar a sustentabilidade do setor sucroenergético, em particular do etanol, abrindo caminho para uma pegada negativa de carbono de um segmento que hoje já reduz em até 90% as emissões de gases de efeito estufa.
Organizado pelo Instituto Água Sustentável, com apoio da CCS Brasil, o Carbonless Summit também abordará regulação, licenciamento e mercado de armazenamento de carbono para as usinas de etanol. Além de toda a cadeia produtiva do setor sucroenergético, o evento reunirá autoridades e o ecossistema de prestadores de serviços de CCS – de tecnologia, engenharia, passando por finanças, seguro, escritórios de advocacia e consultoria, entre outros.
SERVIÇO:
Carbonless Summit – 2ª. edição
Data: 02 de setembro de 2026
Local: Centro de Convenções da Cana do IAC (Agrishow), Ribeirão Preto (SP)
DETALHES E INSCRIÇÕES:
https://carbonless.org.br/
Informações à imprensa: Ronaldo Luiz Mendes Araujo
MediaLink Comunicação Corporativa


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