
Profissionais da saúde têm buscado o país europeu não apenas por salários e carreira, mas por segurança, mobilidade e uma rotina considerada mais equilibrada. (Divulgação)
A possibilidade de trabalhar na Europa deixou de ser apenas um plano profissional para parte dos médicos brasileiros. Nos últimos anos, a Itália passou a atrair profissionais da saúde que enxergam na mudança uma alternativa para reorganizar a rotina, reduzir a sobrecarga de trabalho e viver com mais estabilidade.
O movimento reúne médicos interessados em validar o diploma no exterior e construir carreira em um sistema de saúde europeu, mas também profissionais que passaram a considerar fatores ligados à qualidade de vida. Segurança, mobilidade entre países, acesso à cultura e mais tempo para a vida pessoal aparecem entre os principais motivos citados por quem decide deixar o Brasil.
Além da possibilidade de atuar no sistema público de saúde italiano, a remuneração também chama atenção. Dados do Servizio Sanitario Nazionale mostram que médicos hospitalares podem receber entre €40 mil e €180 mil por ano, o equivalente a cerca de R$ 230 mil e R$ 1 milhão anuais. Médicos de família vinculados ao sistema público podem alcançar rendimentos ainda maiores conforme o número de pacientes atendidos.
Segundo Gabriela Rotili, médica brasileira que atua na Itália desde 2021 e fundadora da DNN Learning, muitos profissionais iniciam o processo pensando na carreira, mas acabam ampliando a decisão para outros aspectos da vida.
“A maioria inicia a busca pensando em trabalho e especialização, mas percebe que a mudança envolve também uma escolha de estilo de vida. A Itália oferece segurança, acesso à cultura e uma rotina com mais equilíbrio entre vida pessoal e profissional”, afirma.
No Brasil, a rotina médica costuma envolver jornadas extensas, plantões consecutivos e atuação simultânea em diferentes instituições. Para parte desses profissionais, a possibilidade de viver em um ambiente considerado mais previsível passou a pesar na decisão de migrar
Além da atuação profissional, a estrutura de mobilidade da Europa aparece como um dos fatores que impulsionam o interesse pelo país. Com uma rede ferroviária abrangente e voos de baixo custo, médicos que vivem na Itália conseguem circular com facilidade por destinos como França, Suíça, Alemanha e Espanha.
Entre os fatores mais valorizados estão ainda a sensação de segurança, o contato cotidiano com patrimônio histórico e cultural e a possibilidade de dedicar mais tempo à família e ao lazer.
Apesar do aumento do interesse, atuar legalmente na Itália exige etapas obrigatórias, como reconhecimento do diploma e registro profissional.
“Existe uma percepção de que basta ter formação médica no Brasil para começar a trabalhar na Itália, mas o processo exige validação, documentação e entendimento do sistema”, diz Gabriela.
Para médicos que planejam permanecer no exterior no longo prazo, especialmente aqueles com filhos, estabilidade e previsibilidade ganham importância. Nesses casos, a mudança deixa de representar apenas uma oportunidade de trabalho e passa a integrar um projeto de vida.
“A decisão geralmente começa pela profissão, mas muitos escolhem ficar porque encontram um cotidiano mais compatível com seus objetivos pessoais e familiares. Não se trata apenas de trabalhar em outro país. Trata-se de escolher um lugar que oferece segurança, qualidade de vida e oportunidades que vão além da carreira”, diz Gabriela.
Legenda: Médicos brasileiros têm buscado na Itália não apenas oportunidades de carreira, mas uma rotina marcada por segurança, mobilidade e qualidade de vida – Crédito: Magnific
Por: Thaise Guidini /TH Comunica | Assessoria de Imprensa





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