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Programa AgroBR leva 15 compradores de 10 países para rodadas de negócios na 49ª Expointer

Programação do Projeto Comprador terá visitas técnicas e rodadas de negócios durante a 49ª Expointer, em Esteio, no Rio Grande do Sul, que será realizada de 29 de agosto a 6 de setembro de 2026. (Foto: Roberto Furtado / Divulgação Sistema Farsul)

Programação do Projeto Comprador terá visitas técnicas e rodadas de negócios durante a 49ª Expointer, em Esteio, no Rio Grande do Sul, que será realizada de 29 de agosto a 6 de setembro de 2026. (Foto: Roberto Furtado / Divulgação Sistema Farsul)

O Sistema CNA/Senar vai levar um grupo de 15 compradores internacionais, de 10 países, para uma programação de geração de negócios na 49ª Expointer, em Esteio, no Rio Grande do Sul, que será realizada de 29 de agosto a 6 de setembro de 2026. A iniciativa integra o Projeto Comprador do AgroBR, projeto da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizado em parceria com a ApexBrasil e o Sebrae, e conta, nesta edição, com o apoio da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), do Sebrae Rio Grande do Sul e do Senar-RS.

O objetivo do Projeto Comprador é ampliar o acesso de pequenos e médios produtores rurais e agroindústrias brasileiras ao mercado internacional, prospectando compradores estrangeiros e promovendo uma aproximação comercial direta entre eles e empresas e produtores do país. Este é o segundo ano que a ação acontece na Expointer, que foi piloto nacional na edição de 2025 da feira.

A delegação internacional reúne compradores dos Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, China, Tailândia, Argentina, Reino Unido, Catar, Canadá, Chile e Peru. A China terá a maior representação, com cinco compradores de Xangai, reflexo da missão comercial que o AgroBR realizou no país em maio deste ano. O Canadá será o segundo maior grupo, com dois compradores, enquanto os demais participantes representam centros comerciais internacionais como Dubai, Bangkok, Buenos Aires, Londres e Lima.

Programação inclui visitas técnicas e rodadas de negócios

A programação foi estruturada para dar aos compradores uma visão ampla da capacidade produtiva e comercial do agronegócio brasileiro. Além das rodadas de negócios durante a Expointer, a delegação participará de visitas técnicas a propriedades rurais, agroindústrias e empresas do Rio Grande do Sul, com atividades em diferentes regiões do Estado (entre elas Porto Alegre, Esteio e Bento Gonçalves) conforme roteiro técnico previsto.

As visitas técnicas ocorrem nos dias 1º e 2 de setembro, na Grande Porto Alegre e na Serra Gaúcha. Já as rodadas de negócios estão marcadas para os dias 3 e 4 de setembro, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, na Casa do Senar-RS.

As agendas comerciais serão organizadas a partir do cruzamento entre os produtos de interesse declarados previamente pelos compradores e a oferta das empresas participantes, com o objetivo de aumentar a assertividade dos encontros e as possibilidades de geração de negócios.

Frutas, mel, vinhos e erva-mate estão entre os produtos de interesse

Entre os setores e produtos de interesse dos compradores estão frutas frescas e processadas, mel, azeites, castanhas e nozes, bebidas, sucos, vinhos e destilados, chocolates, lácteos, erva-mate, especiarias e outros alimentos e produtos do agronegócio brasileiro.

Ao trazer os compradores ao Brasil, a iniciativa permite que os potenciais importadores conheçam não apenas os produtos, mas também sua origem, os processos produtivos e as empresas responsáveis pela oferta. A realização da ação durante a Expointer também reforça o papel da feira como espaço de promoção comercial internacional e cria oportunidades para que empresas que ainda estão construindo presença no exterior estabeleçam contato direto com compradores de diferentes mercados.

Para Renan dos Santos, assessor de relações internacionais da Farsul, a ação evidencia a diversidade da pauta exportadora gaúcha, que vai além das commodities tradicionais. “Queremos mostrar que o Rio Grande do Sul exporta soja, carnes e celulose em grande escala, mas também produz vinhos, espumantes, azeites, frutas, mel, erva-mate e alimentos premium capazes de competir em qualquer mercado do mundo”, afirma.

Segundo ele, ter um bom produto não é suficiente sem o acesso direto ao comprador certo. “Não basta ter um excelente produto. Para exportar, é preciso colocar esse produto diante do comprador certo. É justamente essa ponte que estamos oportunizando para as empresas do AgroBR”, diz.

Renan dos Santos ressalta que a proposta não é competir com as commodities, mas ampliar o leque de produtos e destinos da exportação gaúcha. “A ideia não é substituir a força das commodities, mas complementar essa força com uma pauta exportadora mais diversificada, com mais empresas, mais produtos e mais destinos”, explica.

“Queremos que o comprador saia da Expointer entendendo que o agro gaúcho tem muita qualidade, tecnologia, origem e valor agregado”, conclui.

Fonte: Assessoria de Comunicação Farsul

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