REVISTA DIGITAL

Guanambi . Bahia .
Você está aqui: Capa » Agronegócios » CLI acelera agenda de sustentabilidade e descarbonização na logística portuária na COP30

CLI acelera agenda de sustentabilidade e descarbonização na logística portuária na COP30

Com metas submetidas à SBTi e investimentos de R$ 25 milhões, a CLI aposta em energia limpa, transporte a GNL e iniciativas socioambientais para transformar a logística portuária brasileira. (Divulgação)

Com metas submetidas à SBTi e investimentos de R$ 25 milhões, a CLI aposta em energia limpa, transporte a GNL e iniciativas socioambientais para transformar a logística portuária brasileira. (Divulgação)

São Paulo, 01 de outubro de 2025 – A agenda de sustentabilidade está ficando cada vez mais importante também no setor logístico brasileiro com a adoção de tecnologias limpas e sustentáveis nas operações portuárias. Neste cenário, a CLI – Corredor Logística e Infraestrutura – avança com um Plano de Descarbonização, que inclui metas submetidas à Science Based Targets Iniciative (SBTi), organização internacional que valida metas de redução de emissões com base na ciência, reforçando o compromisso com uma operação alinhada a padrões globais.

Atualmente, a CLI é uma das quatro operadoras do Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), onde atua como CLI Norte e transporta soja, milho e farelo de soja. Já no terminal de Santos, a operação é realizada pela CLI Sul, com embarque de açúcar, milho e soja.

Com investimentos na ordem de R$ 25 milhões ao longo dos próximos 16 anos, a CLI vai tornar suas operações ainda mais sustentáveis e eficientes. As ações incluem o uso de 100% de energia limpa e renovável nos terminais, a reciclagem de fluidos de ar-condicionado, a substituição de veículos leves por modelos movidos a etanol e a eletrificação de equipamentos operacionais.

Em fevereiro, a CLI Norte deu início ao uso de caminhões movidos a Gás Natural Liquefeito (GNL) no transporte de grãos. Desde então, mais de 13 mil toneladas de chegaram ao porto maranhense, com redução de 25% das emissões de dióxido de carbono (CO2) no trajeto. A expectativa é de que em 3 anos o volume transportado via GNL chegue a meio milhão de toneladas. Na CLI Sul, no terminal de Santos, a previsão é ter essa iniciativa a partir de 2027.

Com empresas de todos os setores sendo cobradas por ações concretas na agenda ESG, especialmente diante da realização da COP30 no Brasil, em novembro próximo, a CLI avança ao submeter suas metas à SBTi e ao assumir o compromisso de se tornar net zero para os escopos 1, 2 e 3.

As metas estabelecidas incluem:

Atingir emissões net zero até 2050

  • Reduzir 58,8% até 2034 (escopos 1, 2 e 3)
  • Diminuir 90% escopos 1 e 2 até 2040 e escopo 3 até 2050

*metas definidas com ano-base 2023

  • Escopo 1: emissões controladas pela CLI
  • Escopo 2: emissões indiretas da compra de eletricidade
  • Escopo 3: Outras emissões indiretas na cadeia da empresa.

A CLI também reforça sua atuação como parceira estratégica em iniciativas nacionais e internacionais, sendo signatária do Manifesto ESG da Autoridade Portuária de Santos, membro da Aliança Brasileira para Descarbonização dos Portos e integrante do Pacto Conexão ESG – Pelo Futuro do Arco Norte, além de participar do Pacto Global da ONU e apoiar o Programa Na Mão Certa, da Childhood Brasil, que combate à exploração sexual de crianças e adolescentes nas estradas. Como destaque pelas boas práticas, a CLI Norte foi duplamente reconhecida no 1º Prêmio ESG do Porto do Itaqui, com o 3º lugar nas categorias Operadores Portuários e Arrendatários, uma iniciativa da EMAP que valoriza empresas envolvidas com a sustentabilidade.

“Estamos comprometidos com um modelo de negócios que una eficiência operacional e responsabilidade socioambiental. Acreditamos que nosso papel vai além do transporte e armazenagem: queremos ser agentes de transformação na logística brasileira”, destaca Denise Batista, gerente executiva de ESG, Relações com Investidores e Riscos.

ESG nas empresas de logística

Dados da ABOL – Associação Brasileira de Operadores de Logística indica que cerca de 81% das operadoras logísticas já possuem uma área interna dedicada à agenda ESG. Entre as prioridades do setor, 72% das empresas realizam ações de redução, reuso e reciclagem de resíduos, e 66% adotam práticas para reduzir emissões de gases poluentes. No lado social, 76% se esforçam para garantir segurança no trabalho, enquanto 72% adotam ações de combate à corrupção.

Há dificuldades a serem vencidas: elevados investimentos iniciais necessários para renovar frotas, aumentar eficiência e modernizar processos; ausência de incentivos fiscais e regulatórios ainda impede uma adoção mais rápida das práticas ESG; empresas ainda enfrentam dificuldade em demonstrar o retorno financeiro direto dessas ações, o que limita o interesse em adotá-las de forma estrutural.

Apesar dos entraves, o setor de logística brasileiro vem avançando com muitos operadores estruturando áreas dedicadas e adotando práticas ambientais e sociais básicas. Iniciativas inovadoras, como veículos elétricos, combustíveis alternativos, construções sustentáveis e legislação de logística reversa, apontam caminhos promissores. No campo de construções verdes, o setor logístico é vice-líder em projetos com certificação LEED, com galpões da GLP e Log CP, por exemplo, entre os mais sustentáveis do país.

Informe à imprensa: Fernanda Salla / Parte inferior do formulário

Enviado Por: Lam Comunicação

Comente esta matéria

O seu endereço de email não será publicado. Campos requeridos estão marcados *

*

Não serão publicados comentários com xingamentos e ofensas ou que incitem a intolerância ou o crime. Os comentários devem ser sobre o tema da matéria e sobre os comentários que surgirem. As mensagens que não atendam a essas normas serão deletadas. Os que transgredirem essas normas poderão ter interrompido seu acesso a este veículo.

Scroll To Top