
Onze estados e o Distrito Federal foram percorridos até o momento, com as perdas de produção no Rio Grande do Sul compensadas principalmente pelos resultados do Mato Grosso e Paraná. (Crédito: Eduardo Monteiro/Rally da Safra)
Resultados parciais das avaliações de campo do Rally da Safra levaram a Agroconsult, organizadora da expedição, a revisar a produção brasileira de soja para 183,1 milhões de toneladas na safra 2025/26, volume 6,4% superior ao da última temporada. O novo número representa um acréscimo de 850 mil toneladas sobre a projeção inicial, divulgada na largada do Rally, em janeiro. A produtividade estimada passou a ser de 62,5 sacas por hectare.
A área plantada permanece estimada em 48,8 milhões de hectares, crescimento de 2,1% em relação à temporada anterior. O mapeamento por satélite realizado pela Agroconsult, com apoio da ferramenta Cropdata, possibilitará a atualização da área até o encerramento da etapa soja.
Desde o início da expedição técnica, em janeiro, as equipes do Rally percorreram mais de 40 mil quilômetros em onze estados e o Distrito Federal: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rondônia, Tocantins, Pará, Maranhão, São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina. Mais de 1,2 mil lavouras foram avaliadas.
Apesar do clima desafiador, houve melhora das estimativas na maioria dos estados. “Mas a safra poderia ser ainda maior se houvesse mais chuvas no Rio Grande do Sul e se não tivesse ocorrido excesso de chuvas em janeiro e fevereiro que provocou perda de produtividade e qualidade da soja no Mato Grosso, em Goiás e Minas Gerais, frustrando produtores que estavam com a safra praticamente pronta”, explica André Debastiani, coordenador geral do Rally. Caso as chuvas persistam pode haver impacto no peso final da soja, com reflexos na produtividade média.
Desempenho dos estados
Até 26 de fevereiro, a colheita alcançava 44% da área plantada no país – em igual período do ano passado, estava em 52%. Um grupo de nove estados apresenta ótimo potencial produtivo – acima de 62 sacas por hectare: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Rondônia e Bahia.
No Mato Grosso, a produtividade média está estimada em 66 sacas por hectare, em linha com o recorde de 66,5 sacas por hectare, registrado na temporada passada. Apesar do bom desempenho, o excesso de chuvas, especialmente no início de fevereiro, marcou o ciclo e limitou parte do potencial das áreas. “Há preocupação dos produtores com o peso e a qualidade dos grãos, por isso o monitoramento do peso é importante nessa reta final”, afirma o coordenador da expedição.
Em Goiás, o maior desafio da safra é o grande atraso na colheita, faltando 60% da soja para ser retirada do campo. Os produtores aguardam uma trégua para intensificar as operações no campo. Mesmo diante desse cenário, a produtividade é estimada em 67 sacas por hectare, pouco abaixo do recorde de 68 sacas por hectare, na safra passada.
Apesar do clima irregular em partes do desenvolvimento da safra, o Mato Grosso do Sul é destaque positivo, com produtividade projetada em 62,5 sacas por hectare. O Paraná deve registrar novo recorde, com média de 67 sacas por hectare. Na maioria das regiões, as chuvas ocorreram em volumes adequados, e o manejo de pragas e doenças foi eficaz, mesmo com o aumento da ferrugem nesta safra.
Em São Paulo, a produtividade pode alcançar 63,5 sacas por hectare. Em Minas Gerais, a média estimada é de 66,5 sacas por hectare, com a colheita acelerada para garantir a implantação da segunda safra. Além desses estados, Rondônia, com 62,5 sacas por hectare, e Bahia, com 68 sacas, também apresentam ótimo potencial produtivo.
Entre os estados com bom potencial e produtividade entre 55 e 62 sacas por hectare estão: Tocantins, com uma safra marcada por dois períodos distintos – o início de seca, seguido por chuvas que reduziram o potencial – em que a estimativa atual é de 59,5 sacas por hectare; já o Maranhão, Piauí e Pará têm produtividade estimada em 60 sacas por hectare cada.
O Rio Grande do Sul é o único com perdas consolidadas, estimadas em 2 milhões de toneladas. A irregularidade das chuvas entre janeiro e fevereiro, especialmente no sul e na região das Missões, comprometeu o potencial produtivo. O estado será o último a receber as equipes do Rally da Safra, ainda em março, na etapa considerada decisiva para a consolidação dos números finais.
Fase final decisiva
Falta agora menos de um mês para o término das avaliações de campo. A equipe da Agroconsult seguirá monitorando as condições climáticas e indicadores como o peso dos grãos que chegam aos armazéns, fatores que podem impactar os números finais.
“A cada dia que passa, o cenário pode ainda ser alterado”, afirma Valmir Assarice, coordenador técnico do Rally da Safra, destacando que a consolidação dos dados trará uma visão definitiva sobre o potencial produtivo da safra brasileira. A atualização reforça a importância do acompanhamento técnico e presencial das lavouras e oferece ao mercado uma fotografia mais precisa da safra, em um cenário marcado por variações climáticas e diferenças regionais.
Nesta semana, os técnicos do Rally concluíram as avaliações de lavouras no Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais e seguem agora para o Maranhão, Piauí e Bahia. Nos próximos dias o Rally chegará ao Rio Grande do Sul.
Patrocinam a 23ª edição da expedição BASF, Credenz® e SoyTech® (marcas de sementes da BASF), xarvio® (plataforma digital oficial do Rally), OCP Brasil, Banco Santander, Agrivalle, John Deere, Mitsubishi e JDT Seguros.
Informe à imprensa: Carol Silveira / Assessoria de Comunicação





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