
“Objetivo é estruturar ações práticas que contribuam para melhorar o planejamento e o atendimento das demandas energéticas do setor produtivo”. (Divulgação)
A Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) participou, nesta terça-feira (9), de uma reunião com a presidente do Grupo Neoenergia, Fabiana Lopes, e a superintendente institucional, Maria Helena Farias, para discutir alternativas voltadas ao fortalecimento da infraestrutura energética no Oeste da Bahia. Como encaminhamento, as instituições definiram a elaboração de um plano de trabalho conjunto, com metas, indicadores e ações envolvendo a Neoenergia, o Governo do Estado, por meio das secretarias de Desenvolvimento Econômico e de Infraestrutura, além da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Entre as iniciativas previstas estão a criação de uma cartilha orientativa para produtores rurais e o mapeamento das subestações que atendem a região.
De acordo com o diretor executivo da Abapa, Gustavo Prado, o objetivo é estruturar ações práticas que contribuam para melhorar o planejamento e o atendimento das demandas energéticas do setor produtivo. “Vamos construir um plano de trabalho com metas, indicadores e ações que permitam avançar nas entregas relacionadas ao produtor rural. Também vamos desenvolver uma cartilha orientativa, mostrando como planejar a demanda energética, quais são os fluxos de atendimento, os pontos de contato e os canais adequados para encaminhamento das solicitações. Já agendamos uma nova reunião para o dia 17 de junho, quando serão apresentados os primeiros resultados desse trabalho. Além disso, seguiremos discutindo, junto à Aliança pelo Desenvolvimento do Oeste, temas relacionados à qualidade da energia, que é estratégica para o funcionamento das propriedades rurais e das algodoeiras da região”, destacou.
A presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto Costa, e o diretor executivo da entidade, Gustavo Prado, se reuniram na tarde desta terça-feira (9) com o secretário estadual da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri), Vivaldo Gois de Oliveira, além de representantes da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e professores da Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob). O encontro teve como objetivo definir um cronograma de trabalho para viabilizar a obtenção da Indicação Geográfica (IG) do algodão produzido no Oeste baiano.
Segundo Gustavo Prado, a certificação representa uma oportunidade de fortalecer a reputação e ampliar o valor agregado do produto nos mercados nacional e internacional. “A Indicação Geográfica gera valor para o algodão, comunica esse diferencial para os associados e para a sociedade e, ao final do processo, permitirá a criação de um selo do algodão do Oeste da Bahia. Estamos falando da construção de um nicho de mercado para um produto que já possui reconhecimento pela qualidade. É uma agregação de valor muito significativa”, afirmou.
A Indicação Geográfica é um registro concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) que reconhece produtos cuja qualidade, reputação ou características estão diretamente ligadas à sua origem geográfica. No caso do algodão do Oeste da Bahia, a certificação poderá evidenciar atributos relacionados às condições de solo, clima, tecnologia empregada e ao modelo produtivo desenvolvido na região.
Durante a reunião, o secretário Vivaldo Gois destacou o potencial do setor para conquistar o reconhecimento. “Nenhum outro segmento tem tanto know-how para apresentar uma Indicação Geográfica quanto o algodão”, afirmou. Como próximos passos, o grupo iniciará o levantamento da documentação necessária para instruir o processo, incluindo estudos acadêmicos desenvolvidos pela Ufob e materiais publicados pela imprensa que evidenciam a reputação e as características diferenciadas do algodão produzido no Oeste baiano.
Além da pauta relacionada à IG, o secretário também solicitou apoio da Abapa junto ao Governo do Estado para a implantação de um escritório avançado da Seagri no Complexo da Bahia Farm Show. A proposta busca ampliar a proximidade entre a secretaria e os produtores rurais da região, facilitando o acesso a serviços e ações voltadas ao desenvolvimento do setor agropecuário.
Fonte: Imprensa Abapa


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