
Com previsão de temperaturas elevadas e chuvas irregulares no Nordeste, especialistas orientam manter os cuidados contra o Aedes aegypti, vetor da doença, dentro e fora de casa. (Zika Virus / reprodução)
Bahia, agosto de 2026 – A Bahia registrou mais de 8.578 casos notificados de chikungunya até o momento, um aumento de 320% em comparação com o mesmo período de 2025. Segundo dados da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), 181 municípios já notificaram casos da doença e uma morte foi confirmada no estado. Embora o aumento dos casos não possa ser associado diretamente ao El Niño, a intensificação do fenômeno reforça a importância de manter os cuidados de prevenção e proteção nos próximos meses.
A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) aponta probabilidade superior a 90% de um evento muito forte, com 69% de chance de superar a intensidade dos El Niños registrados desde 1950 entre outubro e dezembro. Para o Nordeste, a previsão é de temperaturas mais elevadas e chuvas irregulares. Essas condições podem influenciar o ciclo de vida e a proliferação do Aedes aegypti, mosquito vetor da chikungunya, além de favorecer diferentes situações de formação de criadouros. Em períodos mais secos, por exemplo, o armazenamento de água nas residências pode se tornar um fator de risco quando os recipientes não são adequadamente fechados.
“O aumento da temperatura pode favorecer o desenvolvimento e a proliferação do Aedes aegypti, enquanto as chuvas podem contribuir para o acúmulo de água e a formação de criadouros. Já em períodos de estiagem, o armazenamento inadequado de água também pode criar condições favoráveis à reprodução do mosquito. Por isso, a prevenção deve ser contínua, com atenção redobrada aos ambientes domésticos”, explica a Dra. Rosana Richtmann, médica infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.
Em Salvador, cerca de 80% dos focos do Aedes aegypti identificados pela Secretaria Municipal da Saúde estão dentro dos imóveis. Eliminar recipientes que possam acumular água, manter caixas d’água e outros reservatórios devidamente fechados e limpar calhas e ralos estão entre os principais cuidados para reduzir possíveis criadouros do mosquito.
Marca líder no segmento de repelentes e inseticidas*, SBP reforça a importância de combinar o controle de possíveis criadouros com outras medidas de proteção dentro de casa. “Diante do aumento dos casos de chikungunya na Bahia e das condições climáticas previstas para os próximos meses, é importante reforçar que a proteção começa dentro de casa. Além de eliminar possíveis focos do mosquito, repelentes e inseticidas, quando utilizados corretamente e de acordo com as orientações do rótulo, também podem ser aliados na proteção das pessoas e dos ambientes”, afirma Letícia Pires, Head de Marketing de SBP.
Além de evitar a formação de novos criadouros e ampliar a proteção no dia a dia, reconhecer os sinais da doença e procurar atendimento também são cuidados importantes. “A chikungunya pode causar febre e dores intensas nas articulações, acompanhadas de inchaço, dores musculares, dor de cabeça e manchas na pele. Ao perceber esses sintomas, é importante procurar atendimento médico e evitar a automedicação, garantindo uma avaliação e o acompanhamento adequados”, alerta Richtmann.
Com a intensificação do El Niño prevista para os próximos meses, a orientação é manter os cuidados de forma contínua, combinando a eliminação de criadouros, a proteção pessoal e dos ambientes e a atenção aos primeiros sinais da doença.
Assessoria de Imprensa PROS
Por Carolina Uzueli e Letícia Chaves


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